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quarta-feira, 9 de abril de 2025

BIBLIOTECÁRIA INAJÁ MARTINS DE ALMEIDA É CITADA EM PUBLICAÇÕES ACADÊMICAS

Bibliotecária não é somente a técnica em organizar acervo. Bibliotecária é também partícipe da obra. Bibliotecária é autora. Bibliotecária é escritora. Bibliotecária é criadora de frases. Bibliotecária é criadora de blogs. Bibliotecária inspira. 

A galáxia internet proporciona disseminar textos, frases, criar blogs, expor pensamentos, ser partícipe de obras, de trabalhos acadêmicos, ultrapassar horizontes, influenciar.

Eis que a pesquisa me leva a encontros e, nesses, uma dissertação de mestrado em educação. A autora Ana Cláudia Ramos, faz menção a uma frase de minha autoria, encabeçando um tópico - "A leitura como prática cultural".  



clique sobre a foto
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fonte pdf: https://repositorio.uel.br/srv-c0003-s01/api/core/bitstreams/de97f7e3-1aa8-4dbf-937e-533806caf90e/content 

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Também nesta trabalho de conclusão de curso em Biblioteconomia, a pesquisadora Michele Cristina Magalhães, em páginas de abertura, coloca uma citação de minha autoria, que bem esboça o estar entre livros, a escolha da profissão e o se tornar livros e bibliotecária.
Ademais a nova área de atuação do Bibliotecário, a Biblioterapia, vem se tornando viés para o trabalho junto a livros, autores e amantes da leitura, como forma afetuosa de encontrar nos livros, a prática que vai além do entretenimento, da cultura, do lazer.  
Muito bom encontrar frases minhas que servem de apontamentos para trabalhos em diversas áreas.
  



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fonte pdf:
http://repositorioguairaca.com.br/jspui/bitstream/23102004/122/1/Biblioterapia%20-%20uma%20nova%20%C3%A1rea%20para%20o%20Bibliotec%C3%A1rio.pdf 

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captura de imagens/texto e postagem por
Inajá Martins de Almeida

  

domingo, 29 de dezembro de 2024

APENAS PARA QUEM GOSTA DE ESCREVER

 Vez ou outra me coloco a meditar sobre o fato de se ler, refletir sobre o que se leu, até escrever, participar da composição do livro, enfim, emergir-se através das linhas. 

Seria pois, essa perspectiva, motivo para aventurar-se ao avanço das linhas, do publicar-se? 

Bom... Jamais me imaginei escritora, ademais, as palavras de Carlos Drummond de Andrade, bateu forte com meu pensar, quando se expressa:

"Posso dizer, sem fazer fita, que não sou propriamente um escritor. Sou uma pessoa que gosta de escrever, que conseguiu, talvez, exprimir algumas de suas inquietações, seus problemas íntimos, que os projetou no papel..." 

Então... Se um escritor consagrado não se considera escritor, como que eu, uma desconhecida, que formata blogs pessoais para que suas inquietações sejam colocadas públicas, sem ter um livro sequer editado, como eu posso ou queira me considerar escritora. Longe de mim essa pretensão, todavia, gosto de escrever. A escrita me inspira, me torna mais leve, apazígua anseios, silencia minha alma - meus silêncios ocultos.

Posso até imaginar que experiências pessoais possam resultar respostas para questões inúmeras, até quem sabe algum impacto em leitor.

Escrevo sim, para conectar-me com meu eu interior, ao mesmo tempo em que almejo a conexão com afinidades, porque sei que um texto tem esse poder de ser lido, revisitado quantas vezes necessárias. Um texto pode inspirar, transformar, tocar alma e coração, quem sabe, assim como muitos textos me trazem esse valor.   

Vejo um texto, um poema, um livro como algo além do que o simples colocar palavras no papel. 

Vejo um texto, como o compartilhar ideias, aprendizado, gerar perguntas, respostas e conexões, deixar legado. Momento em que se pode viajar entre as linhas, reconhecer-se através da trama, dos personagens, da história, do assunto que se trata.

Ademais, um texto, um livro pode nos dar autonomia, autoridade, nos levar para além do anonimato, colocar-nos em unidade aos nossos pares em afinidades.

Por isso, caro escritor Drummond, suas palavras calaram forte dentro de mim, ao ponto de me irmanar dentro do seu gostar de escrever, através do seu projetar seus anseios íntimos ao papel, não sendo propriamente uma escritora.


quinta-feira, 31 de outubro de 2024

HOMENS E LIVROS

 

HOMENS E LIVROS 

 

por Inajá Martins de Almeida



Ah! quem dera

um país a se estruturar

através de homens e livros.


Homens que não percam da vista
a terra que os fez nascer
- berço esplêndido Brasil.


Homens que possam dar vista
a vista de tanta gente
numa terra abençoada entre outras mil.

 






Homens que cultivem livros; 
livros que possam,
da ignorância, homens livrar.




Homens que nos livros 

possam encontrar
sentido e razão à vida.


Homens que possam saber 
que para ser nação,
livros, homens livres há que formar.

Que a frase emoldurada
não permaneça presa à parede
mas que possa elevar a própria mente

a sentir que, se "uma nação 
se faz com homens e livros"
que livres sejam homens e livros.

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Não há como deixar de se ater às palavras, tantas vezes encontradas em salas de aulas, em murais, esparsas pela internet. 

Eu, contudo, permito-me versar além das linhas e encontrar subsídios para discorrer um breve poema, numa reflexão de que somente através da leitura, através dos livros poderemos dar voz aos nossos anseios mais íntimos.

Somente seremos realmente livres, quando deixarmos os livros nos tornar livres, no pensamento, no falar, no agir, no reflexionar.

Homens e livros, realmente somente o conhecimento poderá nos livrar da ignorância, porque, assim como escrito está, através do profeta Oséias 4:6 : "um povo é destruído porque lhe falta o conhecimento".




sexta-feira, 21 de junho de 2024

1977 / 2017 - CONCURSO DE BANDAS DE MÚSICA DO MOBRAL

Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo - 47 anos nos distanciam da grande conquista nacional no concurso de bandas de música. 

Motivo de júbilo para nossa cidade de Araras.

Registros que permanecem vivos na história da cidade de Araras, a qual detém o título inédito em concurso de Bandas de Música.

Nossa Corporação é consagrada a Banda de Todas as Bandas.  

Grandioso espetáculo realizado no Ginásio de Esportes de Brasília aos 20 de junho de 1977 - numa manhã clara de sol.
A foto registra a magistral regência do Maestro Alfredo Alexandre Pelegata, à frente dos seus músicos campeões. (clique sobre a foto) 

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Inesquecível 1977. 

Premiação Nacional máxima. Uma história que o tempo jamais apagará, registrada nas 200 páginas do Álbum das Bandas de Araras. Edição 2017, ricamente ilustrada, farta em pesquisa, a qual demandou anos de labuta, tanto pelo autor e historiador Nelson Martins de Almeida, quanto pelas coautoras Inajá Martins de Almeida e Matilde Aparecida Salviato Viganó, primas e filhas da história,as quais puderam, desde tenra idade, os bastidores dos pais Nelson e Carlos Viganó, este que respirou música desde seus 12 anos até os quase 87 anos de uma gloriosa existência. Eternamente permanecerão em nossas lembranças e projetos, pois que a história ainda nos permitirá muitos feitos dignos de registro, pois que estes não se esgotam e ainda permanecemos na ativa, sempre, com mais e mais vigor para contar. Parabéns eternos músicos e familiares pelos 47 anos da grande conquista nacional. Muito tempos que agradecer seus feitos e conquistas.



No dia 20 de junho de 1977, sob a regência do Maestro Pelegatta, a Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo, obtém o 1º lugar no Concurso Nacional de Bandas, quando então a TV Globo, Rio de Janeiro, em transmissão nacional, consagra-se Campeã do Brasil.

Os confrontos musicais, em caráter de competição, realizados semanalmente, com transmissão a cada domingo pela Rede Globo, duas bandas de cada vez, exibindo seus repertórios, entusiasmaram a todos que tiveram oportunidade de ouvi-las.

As pontuações iam sendo gradativamente somadas, com a representação de Araras, alcançando as notas máximas que, por certo, a levaria à conquista final. O que realmente aconteceu.


Competiram, e foram classificadas, as Bandas:

1º) Corporação Maestro Francisco Paulo Russo - Araras / SP

2º) "Filarmônica XV de Novembro Cabense - cidade do Cabo / PE

3º) "Filarmônica 25 de Março - de Feira de Santana / BA

4º )"Filarmônica Visconde do Rio Branco - Belo Horizonte / MG



 
Nossa Banda é campeã nacional. Esta fora a geração, que com brilhantismo alargou as fronteiras da cultura, do conhecimento das artes. Esta fora a geração "audaciosa" e "atrevida" da conquista e dos registros das memórias em álbuns musicais - edições em discos - e, no presente, este documentário histórico das Bandas de Araras.
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     Momento histórico dos campeões na Praça Barão de Araras.
Os músicos campeões, em seus uniformes caqui, posam para foto, ao lado do obelisco.
Tendo como pano de fundo a fonte luminosa, o público ararense pode acompanhar o riquíssimo repertório vencedor na execução impecável dos músicos integrantes da Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo.
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Assembléia Legislativa em requerimento nº 1551 de 1977, através de seu representante Deputado Benedito Campos, assim manifesta:

 "... é um incentivo a todos e um prêmio à harmonia, a orquestração, a disciplina e, principalmente, à vontade e ao amor que os músicos ararenses devotam a uma tradição tão linda e alegre que por muitos anos se apresentam nas praças públicas, distribuindo cultura e alegria a muita gente... " - 30 de junho de 1977


Os músicos se deixam fotografar ao lado da Lira em Bronze, confeccionada para homenagear a Corporação Campeã Nacional de 1977 - clique sobre a foto


Estas fotos e breves textos, fazem parte do Documentário Histórico sobre as Bandas de Araras, o qual contempla um período entre 1879 até 2015. 


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Fotos, textos complementares e postagem de Inajá Martins de Almeida



 




sexta-feira, 7 de junho de 2024

VII GRANDES MULHERES NA LITERATURA - Casa do Poeta de Ribeirão Preto



clique sobre a foto para ampliá-la
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Sobrinhos presentes. Alegria contagiante em cada olhar. Família - ainda que impossibilitados de comparecer o filho, nora e neta, e a prima sempre presente - a prestigiar o momento tão expressivo e marcante que permanecerá em minha memória, nas fotos e neste blog. Sensação imemorável de comoção e emoção.l



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Singela homenagem pude ser agraciada, através da minha grande amiga e querida Maris Ester Souza e os amigos da Casa do Poeta de Ribeirão Preto. 

No ar, forte comoção invade o ambiente. Rostos vibrantes. Alegria contagiante. Falas expressivas dedicadas a todas as doze participantes desta VII edição das GRANDES MULHERES NA LITERATURA.

As fotos demonstram cada situação, cada momento que se multiplica em expectativa, aplausos, abraços.



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Estar ao lado de grandes expressões da vida literária, me foi de grande emoção e comoção, pois que se escrevo que entre livros nasci, entre livros me criei, entre livros me formei, posso agora, sair dos bastidores e me aventurar a me tornar livro também. Esta é a meta: ser livro 


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O facebook replica fotos, mensagens acaloradas. Esta, Galeno Amorim faz menção ao trabalho de todas as participantes, tanto as escritoras expressivas, quanto aquelas que, nos bastidores podem alavancar o universo literário através de seus trabalhos, dons e talentos.



O diploma, a mim conferido, pode representar o ser, estar e o fazer bibliotecária, profissão esta que me chegou através da opção, paixão e convicção, como gosto de referenciar minha escolha.

Assim é que, neste dia, estar ao lado de grandes expressões na literatura e das artes, poder ser ativista cultural, como bibliotecária, quando o passado me possibilitou a oportunidade de participar de projeto ousado sob o inspiração e comando do então Secretário da Cultura Galeno Amorim -  Ribeirão das Letras - Projeto Bibliotecas -  na criação de oitenta bibliotecas num período entre 2000 à 2004, representa o reconhecimento de um trabalho de dedicação em atividades diversas dentro da área da Biblioteconomia e Documentação, título este que me representa e me representará para sempre.   

A gratidão aflora meu ser em sua plenitude. 
Gratidão aos amigos que fizeram parte dessa jornada entre linhas e livros.
Gratidão pelos amigos que permaneceram fiéis, ainda que distante no tempo e espaço.
Gratidão pelo retorno e pela expectativa de que o tempo pode, consigo,  acarretar encontros e linhas a se multiplicarem, pois que a possibilidade assim o permite.
Gratidão a grande amiga que esteve presente nos momentos mais marcantes na construção desse relevante projeto - Maris Ester.
Gratidão e grande respeito ao Galeno Amorim, sempre pontual e deliciado em sua fala encorajadora.
Gratidão a Casa do Poeta e do Escritor, com seus queridos membros; inesquecíveis lembranças de momentos singulares
Enfim, gratidão a uma cidade - Ribeirão Preto - que tão bem me acolheu, e que, por um período de vinte e cinco anos, proporcionou-me rico aprendizado na área escolhida, assim como, me deu a oportunidade em transitar entre a arte em suas expressões magnas: literatura, música, teatro, pintura, dança.
Ademais, gratidão pela oportunidade, também de, ao estar entre livros e linhas, aventurar-me na escrita, pois que percebi que já não mais me basta o estar entre livros nas estantes, participar de todo processo técnico, mas entender que as linhas me requerem linhas que, se transformam em textos, blogs e livros. O primeiro já está editado - Álbum das Bandas de Araras - e outros, nos bastidores, clamam por edição.

Assim é que a responsabilidade do diploma outorgado, a menção de ser ativista cultural e bibliotecária, a partir deste momento, abre-me imenso leque em perspectiva e oportunidade, as quais estou a levar avante.

Gratidão eterna, por este momento tão marcante em minha jornada.

Gratidão eterna aos meus pais que tão bem souberam me conduzir às linhas e letras, para que eu pudesse chegar até aqui.

Gratidão a Deus que tão bem sabe o propósito de nossos corações, levando-me a seguir avante nesta jornada que se estende em sete décadas, com a perspectiva e prerrogativa de alguns anos a mais. 
        



segunda-feira, 27 de novembro de 2017

IMPRESSÕES DE UMA VIAGEM AO SUL - Revista de Araras

Inajá Martins de Almeida - Revista de Araras -1967 


  




É na sexta edição, esta Histórica - separata do Álbum de Araras -  que, vasculhando papéis engavetados, em arquivos guardados, grata surpresa ao ler meu nome estampado em suas páginas. 

O tempo fizera-me esquecer detalhes, em que, em minhas tentativas através do horizonte da escrita, meu pai encontra rascunho de um texto, lançado sobre a mesa de trabalho, e me presenteia com sua editoração. 


Eram os anos de 1967. Eu uma adolescente, estudante e sonhadora com meus 17 anos. 

A partir de então meu nome passaria a figurar no expediente da Revista, entretanto, eu não mais motivara-me às linhas. 

Hoje percebo que os roupantes da juventude, a timidez e a falta de ousadia, que meu pai vislumbrara em mim, fizeram com que eu engavetasse minha criatividade, aquela que aos poucos estou a resgatar. 

Não sei se poderei alcançar o brilho e o vigor de meu pai, mas sei que esta experiência está sendo maravilhosa. Quiçá sirva de exemplo para jovens que se afastam das experiências dos mais experientes, como eu o fizera naquele saudoso tempo.    

Os anos transcorreram e neste momento deparo-me com essas linhas e a emoção leva-me a compartilhar... 


O Historiador Nelson Martins de Almeida, meu pai, transcorridos anos, foi crescendo dentro do meu sentir, ao ponto de deixar a saudade transformar-se em frutífera dinâmica para o trabalho que venho desenvolvendo.

Agradecer é o pouco que posso almejar, ainda que a distância nos separe pelas circunstâncias naturais de nossa existência, mas de onde quer que esteja nossos laços com certeza permanecem eternamente. 


Meu pai... Meu único e verdadeiro Herói.

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ÁLBUM DAS BANDAS DE ARARAS

Em noite de total envolvimento por parte da comissão organizadora, do público presente e das coautoras o "ÁLBUM DAS BANDAS DE ARARAS", da autoria do Jornalista e Historiador Nelson Martins de Almeida, após longo período de pesquisa e envolvimento histórico sobre as bandas da cidade, é entregue à municipalidade ararense, ao som da Orquestra de Sopros Maestro Francisco Paulo Russo, sob a regência do Maestro Marco Antonio Meliscki.

Neste momento de total envolvimento e comprometimento entre livros, é que, esta que escreve sente o que realmente é estar entre livros numa vida e eles dedicada. Nascer, crescer e continuar a viver entre livros é a significância maior de uma existência. E como registrado na última página do Álbum - "O livro agora sou eu... Bibliotecária por opção, por paixão e por convicção... quiçá doravante também partícipe da criação literária... Sempre uma caixinha de surpresa a ser aberta... As reticências há que falar por si...

http://nelsonmartinsdealmeida.blogspot.com.br/2017/08/documentario-album-das-bandas-de-araras.html _____________________          

Evento foi realizado na noite do último sábado (26.08.2017)






Foi lançado, no último sábado (26), na Biblioteca Municipal Martinico Prado, o documentário Álbum das Bandas de Araras. O documentário escrito por Nelson Martins de Almeida, teve a coautoria de Inajá Martins de Almeida (filha de Nelson) e Matilde Aparecida Salviatto Viganó (sobrinha do autor).




O livro conta a história das bandas ararenses entre 1879 e 2015, com destaque para a conquista nacional no Concursos de Bandas, em 1977. As coautoras, fizeram o trabalho de pesquisa entre 1977 e 2015 e demoraram cinco anos até a conclusão final da obra.





https://www.youtube.com/watch?v=OOwqJyvlVHo&feature=youtu.be

http://reporterbetoribeiro.com.br/documentario-album-das-bandas-de-araras-sp-e-lancado-para-a-populacao/

terça-feira, 14 de abril de 2015

BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO

Interessante artigo compartilhado neste blog. 


Define-se Biblioteconomia, no seu sentido restrito, como a área que realiza a organização, gestão e disponibilização de acervos de bibliotecas, e a Bibliografia como a atividade de geração de produtos que indicam os conteúdos dos documentos, independente dos espaços institucionais em que estes se encontrem.



A Ciência da Informação tem suas raízes na bifurcação da Documentação/Bibliografia e da Recuperação da Informação (Information Retrieval). É uma ciência social cujo objeto é a informação, tendo início no campo da informação científica e tecnológica, passando a atuar também com a informação para fins educacionais, sociais e culturais. Apresenta interfaces com a Biblioteconomia, Ciência da Computação, Ciência Cognitiva, Sociologia da Ciência e Comunicação, entre outras áreas.
Outras abordagens sobre a constituição da Ciência da Informação incluem ainda áreas do conhecimento como a Administração, que busca fornecer formas otimizadas para a operação do fluxo da informação registrada, e a Editoração, na produção de documentos impressos e eletrônicos. Também podem ser citadas a Lingüística, Lógica, Psicologia, Estatística e Economia.
Considera-se que a Biblioteconomia deu origem à Bibliografia, que fundamentou a Documentação, que por sua vez, forneceu insumos à constituição da Ciência da Informação, também nomeada Informatologia. A Ciência da Informação é entendida como a preocupação com a unidade fundamental do saber, através de estudos interdisciplinares e de métodos como o estrutural. Engloba o conjunto das disciplinas voltadas para a produção, comunicação e consumo da informação que, chamadas por isso de ciências da informação, passaram a ser consideradas como uma só ciência da informação.
Dentre as abordagens mais consistentes sobre Ciência da Informação está a de Saracevic. Teórico de produção relevante no campo da Comunicação, considera o objeto da Ciência da Informação como o comportamento, as propriedades e os efeitos da informação em todas as suas facetas, tanto quanto os vários processos da comunicação que afetam e são afetados pelo homem. A Ciência da Informação estuda: (1) a dinâmica e a estática do conhecimento, ou seja, suas fontes, organização, criação, dispersão, distribuição, utilização, expressão bibliográfica e obsolescência; (2) os aspectos comunicacionais relacionados ao homem enquanto produtor e usuário de informação; (3) os problemas da representação simbólica da informação como na classificação e indexação; e, por extensão, (4) o funcionamento de sistemas de informação como as bibliotecas e os serviços de armazenagem, recuperação e processamento de dados (Saracevic citado por Enciclopédia Mirador Internacional, 1994, p. 6115).
Conclui-se que a Biblioteconomia, a Documentação e a Ciência da Informação são áreas que se relacionam conceitual e historicamente.
A Biblioteconomia tem origem efetiva na atividade de preservação das unidades do conhecimento registrado, alterando-se com o tempo por meio da democratização do acesso à educação e à cultura em atividade de gestão de serviços de biblioteca, porém sem constituir área cientificamente fundamentada no seu todo. É marcada pela intensa disseminação de seus equipamentos físicos, as bibliotecas, muitas das quais estabeleceram redes cooperativas de catalogação, cujos laços são essencialmente produtivos e formais, mas não estabelecidos com base na informação e seu contexto de produção e uso.
A Documentação, uma dissidência da anterior mas também componente dela, caracteriza-se pelo tratamento do conteúdo dos documentos, pela diversidade dos tipos de registros de informação com que trabalha e pelo uso otimizado das inovações tecnológicas em seus processos. Mesmo que críticas possam ser feitas, por exemplo, à limitada perspectiva comunicacional efetivada pelos antigos centros de documentação, seus preceitos baseiam-se na contextualização institucional e de público como critérios para a definição dos processos e serviços. Desenvolveu técnicas mais amplamente aplicáveis e atingiu significativo grau de sistematização de seus princípios e modelos. Deu insumo à Ciência da Informação que, entendida como ciência pós-moderna, portanto interdisciplinar e sem vinculação a paradigma único, reflete a mudança instaurada no século XX pela comunicação, pela tecnologia eletrônica e pelos fluxos de informação.
Finalmente, sendo a Biblioteconomia, a atividade mais antiga de organização de documentos, encontra na Ciência da Informação a possibilidade de construção de referenciais teóricos e de conquista de status científico, enquanto esta encontra naquela parte da história e das práticas que compõem aquilo que vem elaborando a partir de diversas disciplinas e aplicações. Já a Documentação, considerada em separado da Biblioteconomia, desenvolveu princípios e técnicas voltadas à organização e recuperação da informação, independente dos suportes e tipos documentais e com base nos contextos de aplicação e tipos de informação. Neste sentido, os princípios documentários permitem à Biblioteconomia maior abstração e adequação na elaboração de seus processos e serviços, e fornecem à Ciência da Informação insumos para uma construção científica sólida, ao conduzir a um foco ou núcleo de referência para a alocação integrada das demais disciplinas e aplicações.
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http://portaldobibliotecario.com/2015/04/14/relacoes-historicas-entre-biblioteconomia-documentacao/

sexta-feira, 3 de abril de 2015

ÁLBUM DE ARARAQUARA 1948


UM ACRÓSTICO A ARARAQUARA







Altiva, a natureza a colocara
Risonha, feliz, cheia de luz
A encantadora Araraquara...
Rapsódia que encanta que seduz!
A ti se curva tradições gloriosas,
Quimeras de luzes cor de rosas
Ungida o teu porte de beleza!...
A ti, todos são gratos - te confesso -,
Rezando sempre teu progresso
Araraquara... Misteriosa Princesa! 

Nelson Martins de Almeida
                                                                                         clique sobre a imagem 



A elaboração de um trabalho dessa natureza, geralmente denominado “álbum” ou “almanaque”, que era muito comum no passado ( muito embora Araraquara só tenha editado dois, este e aquele de 1.915) objetivava traçar um retrato do momento de sua edição, no que diz respeito às autoridades constituídas, vida política, produção rural, comercial e industrial. Era comum também reviver a história, publicar crônicas, poemas, acrósticos, refletindo a evolução cultural. Este álbum de 1.948 não foge à regra e, assim, apresenta um quadro bastante completo e favorável dessa Araraquara de meados do século XX. 

AUTOR: Nelson Martins de Almeida , redator-produtor do “Álbum de Araraquara”, edição de 1.948, nasceu a 19 de março de 1918, em Araras-SP, na Fazenda Campo Alto, sendo criado em S.Paulo, onde estudou comércio, publicidade, taquigrafia e jornalismo. Aos 19 anos, prestou serviço militar na Aeronáutica, no Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro, saindo em outubro de 1938. Foi taquígrafo da Associação Paulista de Medicina e trabalhou em outras empresas. Organizou e publicou várias revistas de engenharia e arquitetura. Chegou a Araraquara em julho de 1.947, com plano de estudar e escrever o histórico da cidade.


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ver: nelsonmartinsdealmeida.blogspot.com.br


sexta-feira, 27 de março de 2015

LAO TSÉ BIBLIOTECÁRIO?




Lao Tsé: “Lao” significa criança; “Tsé”, velho, maduro, sábio. Nascido na China no final do século VII a. C., diz-se que seria oficial da dinastia Zhou encarregado de compilar documentos históricos.
Outras fontes relatam que ele teria sido contemporâneo de Confúcio considerado outro grande mestre da filosofia chinesa. E os dois teriam se encontrado quando Lao Tsé trabalhava como arquivista, ou compilador de documentos, na Biblioteca Imperial da dinastia Zhou. De acordo com essas histórias, eles discutiram durante meses e Lao Tsé teria influenciado o pensamento confucionista.
Diante do deterioramento da situação pública chinesa, a perda de poder da dinastia Zhou, Lao Tsé decidiu retirar-se da China cavalgando um búfalo preto e, no desfiladeiro Han Gu, o guarda da fronteira desejou que aquele sábio não saísse da China sem antes deixar algo escrito: até então, eles eram divulgados apenas com a palavra falada. Naquela ocasião, Lao Tsé teria escrito o Tao-te King, cujo título é traduzido por “O livro do caminho e da virtude” ou “Livro clássico do sentido e da vida”. Depois disso, Lao Tsé teria ido em direção ao oeste e não voltou a ser registrada a sua aparição.
Tao-te King, é considerada a obra basilar da filosofia taoísta, e um dos livros mais traduzidos, juntamente com a bíblia. O taoísmo clássico inspirou um movimento intelectual chamado xuanxue (aprendendo com o misterioso), que dominou a elite chinesa e a alta cultura dos séculos 3 ao 6 de nossa era. Dessa forma, Lao Tsé influenciou não apenas o pensamento filosófico, mas a literatura, a caligrafia, a pintura, a música chinesas.

A imagem de Lao Tsé, foi retirada da coluna Ser e Ter da revistaPerformance Líder e trata-se de um recorte da obra de E. Montariello, exposto na Biblioteca Humanitas – na qual também sou bibliotecária!
Fonte: 

  • https://www.facebook.com/biblioteconomia?fref=ts - Bibliotecários sem Fronteiras - Facebook 


  • http://bsf.org.br/2015/03/25/lao-tse-bibliotecario/ - 



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Captura de imagens, montagem e inserção neste Blog 
por Inajá Martins de Almeida em 27/03/2015 

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sábado, 16 de agosto de 2014

O PODER DE TRANSFORMAÇÃO ATRAVÉS DA LEITURA

Em 2006, quando então coordenadora do projeto Biblioteca dentro da Secretaria da Cultura de Ribeirão Preto, veio-me a lume o ensejo de escrever um texto sobre o Ato de Ler.

Explorado por Paulo Freire, a ele quis dedicar o título, sabedora, entretanto outros tantos não menos significativos.

Assim, inicio de uma forma que a mim pareceu inusitada:

"Dê-me uma meada de lã e eu teço um agasalho"
- Digo isso pois acostumara-me às lãs; família de artesã a qual me encaminhara os passos.

"Dê-me uma palavra e eu formulo uma frase"  
- As linhas não tardariam a me envolver. A "Caminho Suave" levava-me às letras, numa jornada entre sonhos e realizações. Encantavam-me as palavras. Compor frases logo viriam deleitar minha infância que já se me abria leque ao gosto pela leitura e escrita.

"Dê-me uma frase e eu escrevo um texto"
- As frases, cuidadosamente selecionadas, ornamentavam diários e cadernos. Assim, decorridos os anos, não fora complicado a composição de textos. Era a leitura que impunha desejo ardente de transmissão da informação. Questões abrangentes. Críticas embasadas em leituras inúmeras. Textos disseminados através da "galáxia internet". Agora a informação se apresentava em tempo real. Ademais, para o que se propunha o texto - uma análise simples sobre o ato de ler.

"Dê-me um texto e eu componho um livro"
- Assim,  esta última frase ainda está por se concretizar, muito embora, textos inúmeros já estejam aptos à editoração.

Sim. O texto fora composto. Incentivado pelo professor Jayme Pinski a que se editasse através do site Amigos do Livro, ideia prontamente acatada em maio de 2006 [acesse]. Em agosto do mesmo ano o texto é encontrado pela equipe Cesgranrio, responsável pela confeccção das provas ENEM, quando o torna conhecido através de grande parte de jovens pré vestibulandos.


Assim, fora o texto indicado como motivo para a dissertação daquele ano. 

Posteriormente a Revista Leitura - ALBS - NE (Associação Internacional de Leitura Conselho Brasil Sul - Regional do noroeste do Estado do Rio Grande do Sul) - Editora UNIJUI, por intermédio de sua presidente [ maio  2007 ] Adriana Kemp Maas, editora o texto em tela, encaminhando ofício sobre a publicação na revista, após tramitações positivas e grata aceitação por parte da autora.



Decorridos os anos, outros tantos textos são compostos e incorporados aos sites hospedeiros. Visualizados podem ser encontrados e incorporados a trabalhos inúmeros, os quais gradativamente resgatados pela autora, que sente nessa modalidade de pesquisa o prazer de ser perceber influenciando através da leitura e da escrita.

Esse é o papel central da leitura: - transformar. Ainda que em pequena escala, percebe-se a satisfação da criação do texto motivador, inspirador, disseminador.


I - REFERÊNCIAS


1) CURSOS ACADÊMICOS

1.1) MESTRADO

1.1.1- Ana Claudia Ramos



Torna-se imprescindível criar o hábito da leitura, uma vez que esta, hoje, pode ser vista como artigo de primeira necessidade, [...], é mister que cada indivíduo desperte dentro de si o interesse em auto instruir-se, para descobrir a força da palavra.
           Inajá Martins de Almeida


FONTE: acesse












1.2 - MONOGRAFIA

1.2.1- Mayara Cristóvão da Silva





FOTE: acesse


2) LIVROS /  APOSTILAS / MANUAIS / CADERNOS

2.1 LIVRO  "Tempos modernos, tempos de sociologia", faz menção ao poder transformador da leitura e retomam a indicação do ENEM 2006, quando o texto é colocado a público vários





2.2 - APOSTILA  


FONTE - acesse


2.3 - MANUAL REDAÇÃO

2.3.1 - Redação - EJA - Fundação Bradesco



FONTE: acesse

2.3.2 - Curso de Redação profª Sonia Targa



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3- REVISTAS ESPECIALIZADAS



"Contabilizam-se as perdas, pois ao que parece, são elas que mais contribuem para novos ganhos".
    Inajá Martins de Almeida

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4) BLOGS

4.1 OCEANO DAS LETRAS





https://nuhtaradahab.wordpress.com/2008/07/25/inaja-martins-de-almeida-o-ato-de-ler/













5) SEMINÁRIOS

5.1 - XVI SEMINÁRIO DE PESQUISA DO CCSA ISSN 1808 - 6381

FORMAÇÃO DO LEITOR NA PERSPECTIVA DE UMA BIBLIOTECA ESCOLAR IDEAL


"O que é então o ato de ler senão tomar posse do  texto, do livro. Livro que nos fala por meio das palavras. Palavras que vão tomando forma e cor, aos olhos atentos do leitor. Palavras que podem descobrir as vozes dos enredos, as cenas que desfilam através das entrelinhas do texto".


Inajá Martins de Almeida





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6 - COMENTÁRIOS



6.1 - ANA LÚCIA SANTANA, comentários para a Revista Info Escola faz comentários sobre o tema ENEM 2006, em que figuram três textos, sendo um de Inajá Martins de Almeida


Por Ana Lúcia Santana

Sem dúvida não há melhor estímulo à leitura do que transformar o ato de ler em protagonista de uma redação do Enem. Não há algo mais mágico e motivador do que um livro; e isso fica claro no fragmento extraído do site www.amigosdolivro.com.br. É uma iniciativa muito positiva revelar esta face da leitura, não como algo obrigatório que garantirá notas ou pontos, mas sim enquanto um universo fantástico no qual o leitor mergulha e se transporta para outros mundos.
Porém os examinadores não se limitam a focar na questão da leitura; eles pedem que os alunos reflitam sobre o poder transformador de um livro. No artigo O Ato de Ler, de Inajá Martins de Almeida, fica claro que nossa leitura do mundo passa necessariamente pelo domínio da palavra. A autora enfatiza que não há como desvincular um elemento do outro.
Desde cedo, mesmo quando não sabemos ainda ler palavras, somos capazes de ler o mundo, por meio de ícones visuais e sonoros. Portanto, o ato de ler está sempre presente em nossas vidas. E essa ação, incluindo a interação entre o real e o imaginário, torna o ser mais rico em conhecimentos, valores e experiências.
Deste ponto de vista, é possível comparar a vida sem os tesouros e universos mágicos que a leitura nos traz, com essa possibilidade de viajar por outras dimensões, só com o mergulho nas páginas de um livro. E também leva o estudante a pensar sobre o quanto essas jornadas por universos fantásticos podem transformar o leitor e lhe dar recursos para modificar o mundo a sua volta.
A inclusão do testemunho do escritor Moacyr Scliar, em uma entrevista à Revista TAM Magazine, prova que, independente das condições financeiras de uma pessoa ou até de uma família, ela é capaz de transcender esse contexto e, mesmo assim, ter acesso à leitura. É tocante a passagem na qual ele conta que em sua casa muitas vezes não tinham os móveis e as roupas necessárias, mas nunca faltava um livro. Sua conclusão é brilhante: um escritor é, acima de tudo, um leitor.
Mas nem todo leitor precisa ser um escritor. As pessoas leem para aprimorar sua capacidade intelectual, se desenvolver emocional e espiritualmente, obter maiores conhecimentos, desbravar outras dimensões da existência. E pelo prazer de viajar por terras desconhecidas e por realidades com as quais jamais teria contato se não fosse a mediação do livro. Portanto, ler é igualmente um ato mediador, uma ponte entre a realidade e a imaginação, entre o leitor e o mundo.
Concluindo, o tema desta redação é realmente uma iniciativa brilhante. A escolha dos textos é muito sensata e oportuna. Mas o estudante deve ler atentamente os enunciados, extrair deles o essencial e não se tornar prisioneiro destes subsídios oferecidos pelos examinadores. O mais importante é ele tecer sua própria reflexão, a partir das vivências pessoais e de sua experiência com a leitura.



Fonte :  http://www.infoescola.com/redacao/proposta-de-redacao-do-enem-2006-comentada/


6.2 - CAMILA DALLA POZZA PEREIRA comentários para o ENEM

Olá, leitores!
Dando continuidade à série de publicações acerca das propostas de redação dos ENEMs anteriores, hoje analisaremos o tema da prova de produção textual do ENEM 2006: O poder de transformação da leitura. Trata-se de um tema de cunho educacional e, assim, também social, pois sabemos que, infelizmente, a questão da educação brasileira é complexa, pois enfrenta vários desafios, inúmeras ordens e a leitura tem um papel muito importante neste cenário, já que através dela e da escrita nos alfabetizamos e nos tornamos cidadãos protagonistas e autônomos.
Este tema afirma que a leitura é transformadora, que possui o poder de mudar pessoas e, consequentemente, comunidades, organizações e até países e é este caminho que o candidato deveria tomar ao redigir seu texto.
A proposta colocava-se do seguinte modo:




Todos os três textos motivadores da coletânea da proposta de redação do ENEM 2006 abordam o que a leitura é capaz de fazer em nós, leitores e em nossas vidas. O primeiro texto, de autoria de Inajá Martins de Almeida, fala a respeito da mudança de olhar que a leitura proporciona àquele que aprender a ler por meio de sua influência, já que tudo o que lemos possui significado (o signo é ideológico, portanto, nada é neutro) e isso estará presente, conscientemente ou não, ao longo de todas as nossas vidas. A autora também afirma que a leitura é uma necessidade humana porque somos curiosos, queremos desvendar mistérios, queremos questionar e que somos leitores antes mesmo de aprendermos a ler, pois desde crianças aprendemos a ler olhares, gestos, sons, imagens etc.
O segundo texto, um depoimento biográfico do escritor falecido em 2011 Moacyr Scliar, fala da importância e da prioridade necessária à leitura na infância e no convívio familiar contando que, em sua casa, faltavam móveis e roupas, mas nunca faltavam livros e, assim, corrobora a importância da influência e da motivação dos pais na leitura de seus filhos, o quanto é fundamental a família proporcionar à criança momentos de iniciação à leitura, mesmo que esta ainda não saiba ler. E, realmente, os exemplos vindos de pais, de irmãos mais velhos, primos, tios, amigos etc são imprescindíveis para que a criança assimile, desde pequena, o quanto a leitura é importante. Não adianta cobrar que seu filho leia se você não lê e aqui não nos referimos apenas aos livros, mas também a jornais, revistas de todos os tipos e tantos outros meios.
O terceiro e último texto aborda o quanto a leitura pode nos fazer viajar através da nossa imaginação, já que nos mostra universos diferentes, as mais variadas histórias, os mais diversos personagens, com seus segredos e fantasias. Este texto trata, mais especificamente, dos livros de ficção, biográficos, ou seja, com histórias mais voltadas ao entretenimento e afirma que, por poucos reais, podemos nos transportar para estes universos e sairmos mais ricos do que entramos e esta questão do preço do livro, no Brasil, pode ser uma brecha para a elaboração da proposta de intervenção social, já que todos sabemos que há uma incidência muito grande de impostos nos valores dos livros vendidos aqui, o que os encarece e, assim, dificulta o acesso, principalmente da camada mais pobre da população, a eles.
Mas, além do preço, podemos discutir outras questões acerca da leitura no nosso país, já que sabe-se que o brasileiro lê pouco em comparação aos leitores de outros países. O brasileiro não possui muito o hábito de ler e isto deve ser transformado através da própria leitura, antes mesmo ou ao mesmo tempo do governo diminuir a taxação de livros no Brasil. Há pessoas que reclamam que livros são caros, mas não se importam de pagar o mesmo valor ou até mais em outro item; o problema é, realmente, o preço do livro ou as prioridades destas pessoas? Livros são caros, mas e as bibliotecas públicas, por exemplo? Por que não frequentá-las? Temos também os sebos, as bibliotecas escolares…
Falando em escola, esta, juntamente com as famílias, tem papel fundamental na formação de leitores, já que é nela em que as crianças são alfabetizadas e passam mais de dez anos de suas vidas. Os professores são leitores? A obrigatoriedade das leituras é positiva? Como escola, aliada aos pais, podem incentivar, motivar e influência que crianças e jovens tornem-se leitores proficientes? Projetos que busquem responder a esta pergunta são, certamente, ótimas opções para uma proposta de intervenção social.
O candidato pode basear todo o seu texto na diferença que a leitura pode fazer na vida das pessoas, socialmente e profissionalmente, já que ler não é importante apenas na escola, mas sim para toda a vida, já que lemos todos os dias, em todos os lugares, em inúmeras situações. Ler e escrever vão além do vestibular e do ENEM; na faculdade vocês, leitores, terão de ler, e muito, e terão de aprender a ler gêneros não lidos antes por vocês (artigos acadêmicos, resenhas, dissertações de mestrado, teses, relatórios etc), ou seja, estamos sempre aprendendo a ler e a escrever.
Na próxima semana, analisaremos o tema da redação do ENEM 2007: O desafio de se conviver com a diferença. 
Vocês podem acessar a prova em 
Boa semana e bons estudos!


*CAMILA DALLA POZZA PEREIRA é graduada em Letras/Português pela UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas/SP – Atua na área de Educação exercendo funções relativas ao ensino de Língua Portuguesa, Literatura e Redação. Foi corretora de redação na 1ª fase e de Língua Portuguesa na 2ª fase do vestibular 2013 da UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas/SP. Participou de avaliações e produções de diversos materiais didáticos, inclusive prestando serviço ao Ministério da Educação.
**Camila também é colunista semanal sobre redação do infoEnem. Um orgulho para nosso portal e um presente para nossos leitores! Suas publicações serão sempre às quintas-feiras, não percam!

Fonte:   http://www.infoenem.com.br/analise-de-tema-de-redacao-enem-2006/


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