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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

PLANO DE LEITURA

Interessante que passamos nossa existência entre livros. Desde nossa alfabetização, através de cartilhas, as letras nos envolvem, entretanto, poucos são aqueles que se dedicam a planejar seu ritmo de leitura; poucos os que contam os títulos lidos, dedicam a extrair palavras chaves, fazer resumos, comentários, enfim, ir além do que o livro, o autor e a leitura proporcionou durante essa jornada.

Confesso que como bibliotecária, muitos títulos passavam pelas minhas mãos, sendo tratados tecnicamente, como sempre gostei de me expressar, porém, com minhas leituras particulares nem sempre tive cuidados em estruturar, manter registros dos títulos lidos durante o percurso dos anos. 

Entretanto, encontrei uns tópicos que me chamaram atenção e resolvi aproveitar para tecer alguns comentários, como deixar neste espaço para que sirva de guia para leitores, assim como está servindo para mim também, que segue:

  •  Defina quais livros ler durante o ano, ou divida em dias, semanas ou meses
  • Defina o período para leitura - especifique páginas ou capítulos e siga 
  • Defina o período para leitura - especifique páginas ou capítulos e siga 
  • Escolha local 
  • Mantenha o ritmo - tempo / dia / semana
  • Faça um plano de leitura :  
  1.  Qual livro está lendo
  2.  Início / Término       
  3.  Resumo / palavras chave
  4.  Resenha
  5.  Tópicos interessantes dignos de notas
  6.  Comentário pessoal - o que o livro agregou para seu conhecimento   

Assim, o que foi colocado aqui está servindo para meu acompanhamento neste período; aliás, em alguns blogs que componho, referencio algumas leituras passadas, mas quero aproveitar para avançar. 

Claro que seguir um plano abalizado como este aqui esboçado, nem sempre é possível ser executado, porém, o quanto antes começarmos será mais proveitoso para nosso direcionamento como leitor.

As atribuições diárias nem sempre nos permitem agregar informações em papel, mas tentar e saber que há possibilidades inúmeras pode facilitar nosso dia a dia a ser mais bem aproveitado quando se tem metas e planejamento.

Vamos lá...  

  

   

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O SEMEADOR DE IDEIAS - Dr Augusto Cury

 

Livros... 


"Não basta lê-los, é preciso vivê-los. Quando os livros não estão dentro dos alunos, espere tudo de uma nação. Livros nas bibliotecas são inúteis, não são livros, são papéis e tintas" - Augusto Cury in "O semeador de ideias" pág. 96


Há anos li este livro, mas, nesta segunda leitura, a cabeça mais bem formada, a experiência e vivência dos anos vividos, me trouxe outro olhar além das linhas.

Encontro trechos grifados anteriormente, acrescidos neste agora, de outros tantos. Leitura significativa. Um alerta para as gerações em trânsito, como às futuras. Alertas sociais, reflexões interessantes.

As páginas se abrem, capturam nosso sentir, nosso sentimento global num universo tecnológico, onde a informação se multiplica assustadoramente.

Dr. Augusto Cury chama-nos a sermos partícipes da sociedade, quando, ao semear ideias, brota o ensejo por um porvir melhor em todos os sentidos e direções.

Utopia? Quem sabe, mas que podemos sonhar, isso podemos, porque os livros e seus respectivos escritores, nos demonstram isso.

Que eles, os livros, não sejam apenas meros papéis e tintas nas estantes, mas sim agentes de transformação.


Porque...


Ler é romper barreiras, quebrar limites, ultrapassar fronteiras, olhar além do que os nossos olhos possam enxergar. É sair do lugar comum, aventurar-se por caminhos vários. É olhar através das imagens e captar significados além do que a própria vista possa imaginar.

Ademais...

Livros nos fazem livres. Livros nos transformam em livros. Livros nos trazem fluência verbal e nos tornam partícipes da sociedade.

Inajá Martins de Almeida


 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

LIVROS ESCULTURAM ÀS PRAÇAS



Mauro Ramos da Mota e Albuquerque bacharelou-se em Direito, mas dedicou sua vida ao jornalismo e ao magistério.
 A escultura em concreto natural, representando Mauro Mota, sentado em um banco, lendo um grande livro aberto pode ser compartilhado por quem sentar ao lado interagindo com o poeta. Situada no Pátio do Sebo, nocentro do Recife, induz o visitante ao desfrute da praça arborizada e com bancos convidativos à leitura... acompanhe em...

domingo, 18 de novembro de 2012

DE LIVROS E LEITURAS - frases de Inajá Martins de Almeida

"São poucos os que sentam para ouvir histórias. 
São poucos os que se dedicam a contar histórias.
Por serem poucos, são raros e necessários". Inajá Martins de Almeida


https://www.facebook.com/pages/Academia-Brasileira-de-Leitores/170349319757923














Muito bom mesmo a proposta. Meu amigo Jonis Pin, futuro bibliotecário, idealizador e mantenedor dessa página - Academia Brasileira de Leitores - vem dedicando algumas postagens com minhas frases e meus textos. Oportunidade em que trocamos experiências. Obrigada pelo carinho. Sinta-se sempre abraçado pela galáxia cibernética.

clique sobre as imagens para ampliá-las
https://www.facebook.com/MeninaLeitora/posts/430003663726635

http://emdarcyribeirorp.blogspot.com.br/2012_09_01_archive.html


http://blogsicurezzaeditora.com/2012/05/22/promocao-vamos-incentivar-a-leitura/


http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/14289/o-educar-atraves-da-arte-de-contar-historia







http://www.escolamariadenazareth.blogspot.com.br/p/projeto-sala-de-leitura.html



http://www.lidialuz.blogspot.com.br/2011/04/rosa-lilas.html

http://adrischmidt.blogspot.com.br/2006/08/o-poder-de-transformao-da-leitura.html


http://www.ipeduca.com.br/home/conteudo.asp?codigo=554
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http://www.unifieo.br/files/download/site/mestradopsicologiaeducacional/Disserta%C3%A7%C3%B5es%20de%20Mestrado%20psicologia/2011/EDNA_MOROTO_2011.pdf

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capturas e postagens de Inajá Martins de Almeida

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O EXCESSO DE INFORMAÇÃO PROVOCA AMNÉSIA - Umberto Eco

Umberto Eco ao completar 80 anos de idade concede ótima entrevista a Revista Época. Apenas um pequeno trecho transcrevo. O escritor diz que a "internet é perigosa para o ignorante e útil para o sábio porque ela não filtra o conhecimento e congestiona a memória do usuário"Vale conferir toda a matéria. 


"Sou colecionador de livros. Defendi a sobrevivência do livro ao lado de Jean-Claude Carrière no volume Não contem com o fim do livro. Fizemos isso por motivos estéticos e gnoseológicos (relativo ao conhecimento). O livro ainda é o meio ideal para aprender. Não precisa de eletricidade, e você pode riscar à vontade. Achávamos impossível ler textos no monitor do computador. Mas isso faz dois anos. Em minha viagem pelos Estados Unidos, precisava carregar 20 livros comigo, e meu braço não me ajudava. Por isso, resolvi comprar um iPad. Foi útil na questão do transporte dos volumes. Comecei a ler no aparelho e não achei tão mau. Aliás, achei ótimo. E passei a ler no iPad, você acredita? Pois é. Mesmo assim, acho que os tablets e e-books servem como auxiliares de leitura. São mais para entretenimento que para estudo. Gosto de riscar, anotar e interferir nas páginas de um livro. Isso ainda não é possível fazer num tablet". leia a matéria

sábado, 19 de novembro de 2011

LIVROS



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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O que teria mudado?

(texto de Inajá Martins de Almeida)

Segundo dados da Câmara Brasileira do Livro(*), no Brasil são produzidos mais de 320 milhões de livros por ano, o que corresponde a 1,4 livros por pessoa – muito pouco comparado a outros países; apenas um terço da população aprecia, ou tem o hábito da leitura; entretanto, em tempo algum se falou tanto em livros, leitura e bibliotecas, como em nossa época – eu mesma tive a oportunidade de implantar mais de sessenta bibliotecas durante o período de 2000 à 2004 na cidade de Ribeirão Preto, no magistral Programa Ribeirão das Letras, quando então Coordenadora de Bibliotecas.
Em tempo algum na história, jamais se viu tantas pessoas se irmanaram de forma tão ávida para minimizar dificuldades de expressão, de comunicação produzida pela falta de leitura crítica – aquela leitura que dá ao indivíduo condições de poder interferir na sociedade, como gerador de opinião, de partícipe em mudanças sociais, profissionais, políticas, familiares – como em nossos dias.
Há todo momento vemos em diversos veículos de comunicação – revistas, jornais, internet – enquete ser lançada, buscando explicações para o fato de que se lê pouco, mesmo assim os números continuam alarmantes – “pouco se lê no Brasil”.
Nascida numa família de leitores, onde os recursos financeiros eram limitados, não nos preocupávamos com os preços dos livros, como nos dias atuais, pois meus pais abstinham-se de algo, para comprar livros e formar nossa biblioteca, que na década de 1960 já possuía um acervo aproximado de 1.500 títulos.
Os amigos e parentes que freqüentavam nossa casa se deslumbravam com aquela pequena biblioteca particular; assim digo com orgulho que nasci entre livros e leitores. Minha avó no interior paulista aprendera a ler praticamente sozinha e lia vorazmente livros e revistas, ao que lhe proporcionava falar com desenvoltura e fluência, além de apreciar a boa música que soava do acordeão de sua filha. A biblioteca da cidade [Araras/SP] com seus mais de 30.000 livros fornecia títulos aos seus leitores, que a buscavam com sagacidade; era um passeio obrigatório para os que vinham de outras localidades passar férias, assim como a leitura de bons romances.
Hoje, contudo, vemos as bibliotecas públicas com pouca freqüência, mas, as lan houses abarrotadas de jovens; os jogos eletrônicos serem procurados em larga escala; fala-se em pouco tempo para leitura, e no alto custo dos livros, mas os aparelhos eletrônicos marcam recordes em vendagem. Em cada lar pode-se encontrar mais de um televisor, dvd, aparelhos de som – que infeliz contradição; não se questiona preço dos eletrônicos, pagos em prestações a perderem-se de vista, entretanto questiona-se o preço do livro (o que faz o marketing!). Horas infindáveis são dedicadas a esses aparelhos, mas, para a leitura não se tem tempo – será que ler é chato? - meu amigo, professor e incentivador Jayme Pinsky.
Já não se vêem mais os saraus musicais nas casas – eu convivi e jamais me abstenho das partituras musicais, dos livros, da leitura e, claro, das bibliotecas; já não se abrem mais as janelas das casas, para a boa música invadir as calçadas e alcançar seus transeuntes, ou aqueles que nela estejam sentados. Ah! Lampião de gás – quanta saudade você me traz.
Hoje as calçadas são tomadas por cadeiras, nos barzinhos que se proliferam; conversas banais são jogadas aos gritos, encoberta pelo som altíssimo de letras e músicas de pouca qualidade. Há um vazio tremendo. Nas escolas, como nos alerta Ruth Rocha, “contrata-se professores que não gostam de ler, todavia, não se contrata um professor de educação física que não goste de nadar”. Aí eu pergunto – o que teria mudado? E, tomando carona nas palavras de Machado de Assis questiono: - “mudaria o natal, ou mudei eu?”.
Tempos modernos, aonde nos levará afinal? Não me preocupo com a geração do século vinte, preocupo-me, sim, com a geração do século vinte e um, porque, como alertava o apóstolo Paulo em suas cartas, em especial aos Coríntios “se com a língua não falarmos palavras bem distintas, como se entenderá o que dizemos? Estaremos como que falando para o ar” e acrescenta que “ há infinidade de sons e, contudo nenhum sem sentido, e que se não soubermos interpretar esses sons, seremos como bárbaros para o que fala, assim como bárbaros para o que ouve”. (1ª Co 14:9/11)
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(*) artigo publicado em 18/3/2008 através do site


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