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sexta-feira, 21 de junho de 2024

1977 / 2017 - CONCURSO DE BANDAS DE MÚSICA DO MOBRAL

Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo - 47 anos nos distanciam da grande conquista nacional no concurso de bandas de música. 

Motivo de júbilo para nossa cidade de Araras.

Registros que permanecem vivos na história da cidade de Araras, a qual detém o título inédito em concurso de Bandas de Música.

Nossa Corporação é consagrada a Banda de Todas as Bandas.  

Grandioso espetáculo realizado no Ginásio de Esportes de Brasília aos 20 de junho de 1977 - numa manhã clara de sol.
A foto registra a magistral regência do Maestro Alfredo Alexandre Pelegata, à frente dos seus músicos campeões. (clique sobre a foto) 

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Inesquecível 1977. 

Premiação Nacional máxima. Uma história que o tempo jamais apagará, registrada nas 200 páginas do Álbum das Bandas de Araras. Edição 2017, ricamente ilustrada, farta em pesquisa, a qual demandou anos de labuta, tanto pelo autor e historiador Nelson Martins de Almeida, quanto pelas coautoras Inajá Martins de Almeida e Matilde Aparecida Salviato Viganó, primas e filhas da história,as quais puderam, desde tenra idade, os bastidores dos pais Nelson e Carlos Viganó, este que respirou música desde seus 12 anos até os quase 87 anos de uma gloriosa existência. Eternamente permanecerão em nossas lembranças e projetos, pois que a história ainda nos permitirá muitos feitos dignos de registro, pois que estes não se esgotam e ainda permanecemos na ativa, sempre, com mais e mais vigor para contar. Parabéns eternos músicos e familiares pelos 47 anos da grande conquista nacional. Muito tempos que agradecer seus feitos e conquistas.



No dia 20 de junho de 1977, sob a regência do Maestro Pelegatta, a Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo, obtém o 1º lugar no Concurso Nacional de Bandas, quando então a TV Globo, Rio de Janeiro, em transmissão nacional, consagra-se Campeã do Brasil.

Os confrontos musicais, em caráter de competição, realizados semanalmente, com transmissão a cada domingo pela Rede Globo, duas bandas de cada vez, exibindo seus repertórios, entusiasmaram a todos que tiveram oportunidade de ouvi-las.

As pontuações iam sendo gradativamente somadas, com a representação de Araras, alcançando as notas máximas que, por certo, a levaria à conquista final. O que realmente aconteceu.


Competiram, e foram classificadas, as Bandas:

1º) Corporação Maestro Francisco Paulo Russo - Araras / SP

2º) "Filarmônica XV de Novembro Cabense - cidade do Cabo / PE

3º) "Filarmônica 25 de Março - de Feira de Santana / BA

4º )"Filarmônica Visconde do Rio Branco - Belo Horizonte / MG



 
Nossa Banda é campeã nacional. Esta fora a geração, que com brilhantismo alargou as fronteiras da cultura, do conhecimento das artes. Esta fora a geração "audaciosa" e "atrevida" da conquista e dos registros das memórias em álbuns musicais - edições em discos - e, no presente, este documentário histórico das Bandas de Araras.
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     Momento histórico dos campeões na Praça Barão de Araras.
Os músicos campeões, em seus uniformes caqui, posam para foto, ao lado do obelisco.
Tendo como pano de fundo a fonte luminosa, o público ararense pode acompanhar o riquíssimo repertório vencedor na execução impecável dos músicos integrantes da Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo.
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Assembléia Legislativa em requerimento nº 1551 de 1977, através de seu representante Deputado Benedito Campos, assim manifesta:

 "... é um incentivo a todos e um prêmio à harmonia, a orquestração, a disciplina e, principalmente, à vontade e ao amor que os músicos ararenses devotam a uma tradição tão linda e alegre que por muitos anos se apresentam nas praças públicas, distribuindo cultura e alegria a muita gente... " - 30 de junho de 1977


Os músicos se deixam fotografar ao lado da Lira em Bronze, confeccionada para homenagear a Corporação Campeã Nacional de 1977 - clique sobre a foto


Estas fotos e breves textos, fazem parte do Documentário Histórico sobre as Bandas de Araras, o qual contempla um período entre 1879 até 2015. 


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Fotos, textos complementares e postagem de Inajá Martins de Almeida



 




terça-feira, 1 de maio de 2018

O QUANTO A LEITURA PODE SER NOSSA ALIADA

por Inajá Martins de Almeida



O ano 1997. A cidade Ribeirão Preto / SP. Eu então bibliotecária numa grande universidade. O trabalho ideal. Um sonho de poder estar entre livros sempre, quando de repente um susto - Minha mãe está com câncer. 

Setenta anos de idade. Vigorosa. Amável. Alegre, agora é colocada à prova ante o descompasso das células a guerrearem internamente.   

Visitas a médicos e hospitais tornam-se constantes. Todavia, livros e conversas com professores da área médica são nossos aliados.  

O tratamento árduo. Quimioterapia. Cesiomoldagem (o isolamento, a solidão das quatro paredes frias, os livros, as orações faziam companhia). A operação. A radioterapia, sempre na sequência médica habilmente programada pela equipe do Hospital de Clínicas. 

Em casa e no ambiente de trabalho as informações chegavam através dos livros e dos professores que, ao mesmo tempo em que compartilhavam  o conhecimento, absorviam a experiência vivenciada pela paciente e seus familiares. 

Os livros, portanto, tornaram-se então elementos fundamentais para que todo o processo longo e doloroso fosse abreviado. 

Minha mãe, ávida pela cura, acompanhava os textos, compartilhava com os profissionais e com satisfação ainda comentava, mesmo em meio a tantas dores: 

- “minha filha me traz livros para eu ler e me informar”.   

Os anos puderam ser contados em cinco, até a cura e a alta, mas os livros continuariam a lhe fazer companhia constante. 

Minha mãe jamais deixara de ler, leitora que era dos livros e da vida. - 

Anos após partiria. A idade a todos cobra. Mas, nos momentos derradeiros, a leveza do semblante deixava transparecer as leituras das linhas. Tantas compartilhadas . Tantas deixadas. Minha mãe, elo fundamental. 

Gosto sempre de iniciar meus textos com um pequeno poema, entretanto, este ocupa seus espaços e salta para as linhas: 

Entre livros nasci. 
Entre livros me criei. 
Entre livros me formei. 
Entre livros me tornei. 
Enquanto lia o livro, 
lia-me, a mim, o livro. 
Hoje não há como separar: 
O livro sou eu: 
Bibliotecária por opção, 
paixão 
convicção. 

Assim termino meus apontamentos, pois foram meus pais que me levaram às leituras das letras e da vida. 

Grata portanto a mãe Dalila Salviato de Almeida que me acompanhou através das linhas do tempo e ao pai Nelson Martins de Almeida que me introduziu no universo das linhas. 

Hoje não há como separar

as linhas nas mãos tecidas
às linhas que me teceram. 

as linhas que me tecem
as linhas em que posso tecer

linhas que tecem o tempo
tempo que se transforma em linhas

linhas no tempo tecidas
tecidas ao longo do tempo

linhas que envolvem linhas
tantas linhas a envolver

só para quem encontra nas linhas
sentido para viver

entre as linhas do tempo
linhas levam tempo

tempo leva linhas 
linhas deixam em aberto 

novo tempo
entre linhas ...





sexta-feira, 3 de abril de 2015

ÁLBUM DE ARARAQUARA 1948


UM ACRÓSTICO A ARARAQUARA







Altiva, a natureza a colocara
Risonha, feliz, cheia de luz
A encantadora Araraquara...
Rapsódia que encanta que seduz!
A ti se curva tradições gloriosas,
Quimeras de luzes cor de rosas
Ungida o teu porte de beleza!...
A ti, todos são gratos - te confesso -,
Rezando sempre teu progresso
Araraquara... Misteriosa Princesa! 

Nelson Martins de Almeida
                                                                                         clique sobre a imagem 



A elaboração de um trabalho dessa natureza, geralmente denominado “álbum” ou “almanaque”, que era muito comum no passado ( muito embora Araraquara só tenha editado dois, este e aquele de 1.915) objetivava traçar um retrato do momento de sua edição, no que diz respeito às autoridades constituídas, vida política, produção rural, comercial e industrial. Era comum também reviver a história, publicar crônicas, poemas, acrósticos, refletindo a evolução cultural. Este álbum de 1.948 não foge à regra e, assim, apresenta um quadro bastante completo e favorável dessa Araraquara de meados do século XX. 

AUTOR: Nelson Martins de Almeida , redator-produtor do “Álbum de Araraquara”, edição de 1.948, nasceu a 19 de março de 1918, em Araras-SP, na Fazenda Campo Alto, sendo criado em S.Paulo, onde estudou comércio, publicidade, taquigrafia e jornalismo. Aos 19 anos, prestou serviço militar na Aeronáutica, no Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro, saindo em outubro de 1938. Foi taquígrafo da Associação Paulista de Medicina e trabalhou em outras empresas. Organizou e publicou várias revistas de engenharia e arquitetura. Chegou a Araraquara em julho de 1.947, com plano de estudar e escrever o histórico da cidade.


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ver: nelsonmartinsdealmeida.blogspot.com.br


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