sábado, 16 de agosto de 2014

O PODER DE TRANSFORMAÇÃO ATRAVÉS DA LEITURA

Em 2006, quando então coordenadora do projeto Biblioteca dentro da Secretaria da Cultura de Ribeirão Preto, veio-me a lume o ensejo de escrever um texto sobre o Ato de Ler.

Explorado por Paulo Freire, a ele quis dedicar o título, sabedora, entretanto outros tantos não menos significativos.

Assim, inicio de uma forma que a mim pareceu inusitada:

"Dê-me uma meada de lã e eu teço um agasalho"
- Digo isso pois acostumara-me às lãs; família de artesã a qual me encaminhara os passos.

"Dê-me uma palavra e eu formulo uma frase"  
- As linhas não tardariam a me envolver. A "Caminho Suave" levava-me às letras, numa jornada entre sonhos e realizações. Encantavam-me as palavras. Compor frases logo viriam deleitar minha infância que já se me abria leque ao gosto pela leitura e escrita.

"Dê-me uma frase e eu escrevo um texto"
- As frases, cuidadosamente selecionadas, ornamentavam diários e cadernos. Assim, decorridos os anos, não fora complicado a composição de textos. Era a leitura que impunha desejo ardente de transmissão da informação. Questões abrangentes. Críticas embasadas em leituras inúmeras. Textos disseminados através da "galáxia internet". Agora a informação se apresentava em tempo real. Ademais, para o que se propunha o texto - uma análise simples sobre o ato de ler.

"Dê-me um texto e eu componho um livro"
- Assim,  esta última frase ainda está por se concretizar, muito embora, textos inúmeros já estejam aptos à editoração.

Sim. O texto fora composto. Incentivado pelo professor Jayme Pinski a que se editasse através do site Amigos do Livro, ideia prontamente acatada em maio de 2006 [acesse]. Em agosto do mesmo ano o texto é encontrado pela equipe Cesgranrio, responsável pela confeccção das provas ENEM, quando o torna conhecido através de grande parte de jovens pré vestibulandos.


Assim, fora o texto indicado como motivo para a dissertação daquele ano. 

Posteriormente a Revista Leitura - ALBS - NE (Associação Internacional de Leitura Conselho Brasil Sul - Regional do noroeste do Estado do Rio Grande do Sul) - Editora UNIJUI, por intermédio de sua presidente [ maio  2007 ] Adriana Kemp Maas, editora o texto em tela, encaminhando ofício sobre a publicação na revista, após tramitações positivas e grata aceitação por parte da autora.



Decorridos os anos, outros tantos textos são compostos e incorporados aos sites hospedeiros. Visualizados podem ser encontrados e incorporados a trabalhos inúmeros, os quais gradativamente resgatados pela autora, que sente nessa modalidade de pesquisa o prazer de ser perceber influenciando através da leitura e da escrita.

Esse é o papel central da leitura: - transformar. Ainda que em pequena escala, percebe-se a satisfação da criação do texto motivador, inspirador, disseminador.


I - REFERÊNCIAS


1) CURSOS ACADÊMICOS

1.1) MESTRADO

1.1.1- Ana Claudia Ramos



Torna-se imprescindível criar o hábito da leitura, uma vez que esta, hoje, pode ser vista como artigo de primeira necessidade, [...], é mister que cada indivíduo desperte dentro de si o interesse em auto instruir-se, para descobrir a força da palavra.
           Inajá Martins de Almeida


FONTE: acesse












1.2 - MONOGRAFIA

1.2.1- Mayara Cristóvão da Silva





FOTE: acesse


2) LIVROS /  APOSTILAS / MANUAIS / CADERNOS

2.1 LIVRO  "Tempos modernos, tempos de sociologia", faz menção ao poder transformador da leitura e retomam a indicação do ENEM 2006, quando o texto é colocado a público vários





2.2 - APOSTILA  


FONTE - acesse


2.3 - MANUAL REDAÇÃO

2.3.1 - Redação - EJA - Fundação Bradesco



FONTE: acesse

2.3.2 - Curso de Redação profª Sonia Targa



FONTE: acesse


3- REVISTAS ESPECIALIZADAS



"Contabilizam-se as perdas, pois ao que parece, são elas que mais contribuem para novos ganhos".
    Inajá Martins de Almeida

FONTE: acesse













4) SEMINÁRIOS

4.1 - XVI SEMINÁRIO DE PESQUISA DO CCSA ISSN 1808 - 6381

FORMAÇÃO DO LEITOR NA PERSPECTIVA DE UMA BIBLIOTECA ESCOLAR IDEAL


"O que é então o ato de ler senão tomar posse do  texto, do livro. Livro que nos fala por meio das palavras. Palavras que vão tomando forma e cor, aos olhos atentos do leitor. Palavras que podem descobrir as vozes dos enredos, as cenas que desfilam através das entrelinhas do texto".


Inajá Martins de Almeida





 FONTE: acesse





5 - COMENTÁRIOS



5.1 - ANA LÚCIA SANTANA, comentários para a Revista Info Escola faz comentários sobre o tema ENEM 2006, em que figuram três textos, sendo um de Inajá Martins de Almeida


Por Ana Lúcia Santana

Sem dúvida não há melhor estímulo à leitura do que transformar o ato de ler em protagonista de uma redação do Enem. Não há algo mais mágico e motivador do que um livro; e isso fica claro no fragmento extraído do site www.amigosdolivro.com.br. É uma iniciativa muito positiva revelar esta face da leitura, não como algo obrigatório que garantirá notas ou pontos, mas sim enquanto um universo fantástico no qual o leitor mergulha e se transporta para outros mundos.
Porém os examinadores não se limitam a focar na questão da leitura; eles pedem que os alunos reflitam sobre o poder transformador de um livro. No artigo O Ato de Ler, de Inajá Martins de Almeida, fica claro que nossa leitura do mundo passa necessariamente pelo domínio da palavra. A autora enfatiza que não há como desvincular um elemento do outro.
Desde cedo, mesmo quando não sabemos ainda ler palavras, somos capazes de ler o mundo, por meio de ícones visuais e sonoros. Portanto, o ato de ler está sempre presente em nossas vidas. E essa ação, incluindo a interação entre o real e o imaginário, torna o ser mais rico em conhecimentos, valores e experiências.
Deste ponto de vista, é possível comparar a vida sem os tesouros e universos mágicos que a leitura nos traz, com essa possibilidade de viajar por outras dimensões, só com o mergulho nas páginas de um livro. E também leva o estudante a pensar sobre o quanto essas jornadas por universos fantásticos podem transformar o leitor e lhe dar recursos para modificar o mundo a sua volta.
A inclusão do testemunho do escritor Moacyr Scliar, em uma entrevista à Revista TAM Magazine, prova que, independente das condições financeiras de uma pessoa ou até de uma família, ela é capaz de transcender esse contexto e, mesmo assim, ter acesso à leitura. É tocante a passagem na qual ele conta que em sua casa muitas vezes não tinham os móveis e as roupas necessárias, mas nunca faltava um livro. Sua conclusão é brilhante: um escritor é, acima de tudo, um leitor.
Mas nem todo leitor precisa ser um escritor. As pessoas leem para aprimorar sua capacidade intelectual, se desenvolver emocional e espiritualmente, obter maiores conhecimentos, desbravar outras dimensões da existência. E pelo prazer de viajar por terras desconhecidas e por realidades com as quais jamais teria contato se não fosse a mediação do livro. Portanto, ler é igualmente um ato mediador, uma ponte entre a realidade e a imaginação, entre o leitor e o mundo.
Concluindo, o tema desta redação é realmente uma iniciativa brilhante. A escolha dos textos é muito sensata e oportuna. Mas o estudante deve ler atentamente os enunciados, extrair deles o essencial e não se tornar prisioneiro destes subsídios oferecidos pelos examinadores. O mais importante é ele tecer sua própria reflexão, a partir das vivências pessoais e de sua experiência com a leitura.



Fonte :  http://www.infoescola.com/redacao/proposta-de-redacao-do-enem-2006-comentada/


5.2 - CAMILA DALLA POZZA PEREIRA comentários para o ENEM

Olá, leitores!
Dando continuidade à série de publicações acerca das propostas de redação dos ENEMs anteriores, hoje analisaremos o tema da prova de produção textual do ENEM 2006: O poder de transformação da leitura. Trata-se de um tema de cunho educacional e, assim, também social, pois sabemos que, infelizmente, a questão da educação brasileira é complexa, pois enfrenta vários desafios, inúmeras ordens e a leitura tem um papel muito importante neste cenário, já que através dela e da escrita nos alfabetizamos e nos tornamos cidadãos protagonistas e autônomos.
Este tema afirma que a leitura é transformadora, que possui o poder de mudar pessoas e, consequentemente, comunidades, organizações e até países e é este caminho que o candidato deveria tomar ao redigir seu texto.
A proposta colocava-se do seguinte modo:




Todos os três textos motivadores da coletânea da proposta de redação do ENEM 2006 abordam o que a leitura é capaz de fazer em nós, leitores e em nossas vidas. O primeiro texto, de autoria de Inajá Martins de Almeida, fala a respeito da mudança de olhar que a leitura proporciona àquele que aprender a ler por meio de sua influência, já que tudo o que lemos possui significado (o signo é ideológico, portanto, nada é neutro) e isso estará presente, conscientemente ou não, ao longo de todas as nossas vidas. A autora também afirma que a leitura é uma necessidade humana porque somos curiosos, queremos desvendar mistérios, queremos questionar e que somos leitores antes mesmo de aprendermos a ler, pois desde crianças aprendemos a ler olhares, gestos, sons, imagens etc.
O segundo texto, um depoimento biográfico do escritor falecido em 2011 Moacyr Scliar, fala da importância e da prioridade necessária à leitura na infância e no convívio familiar contando que, em sua casa, faltavam móveis e roupas, mas nunca faltavam livros e, assim, corrobora a importância da influência e da motivação dos pais na leitura de seus filhos, o quanto é fundamental a família proporcionar à criança momentos de iniciação à leitura, mesmo que esta ainda não saiba ler. E, realmente, os exemplos vindos de pais, de irmãos mais velhos, primos, tios, amigos etc são imprescindíveis para que a criança assimile, desde pequena, o quanto a leitura é importante. Não adianta cobrar que seu filho leia se você não lê e aqui não nos referimos apenas aos livros, mas também a jornais, revistas de todos os tipos e tantos outros meios.
O terceiro e último texto aborda o quanto a leitura pode nos fazer viajar através da nossa imaginação, já que nos mostra universos diferentes, as mais variadas histórias, os mais diversos personagens, com seus segredos e fantasias. Este texto trata, mais especificamente, dos livros de ficção, biográficos, ou seja, com histórias mais voltadas ao entretenimento e afirma que, por poucos reais, podemos nos transportar para estes universos e sairmos mais ricos do que entramos e esta questão do preço do livro, no Brasil, pode ser uma brecha para a elaboração da proposta de intervenção social, já que todos sabemos que há uma incidência muito grande de impostos nos valores dos livros vendidos aqui, o que os encarece e, assim, dificulta o acesso, principalmente da camada mais pobre da população, a eles.
Mas, além do preço, podemos discutir outras questões acerca da leitura no nosso país, já que sabe-se que o brasileiro lê pouco em comparação aos leitores de outros países. O brasileiro não possui muito o hábito de ler e isto deve ser transformado através da própria leitura, antes mesmo ou ao mesmo tempo do governo diminuir a taxação de livros no Brasil. Há pessoas que reclamam que livros são caros, mas não se importam de pagar o mesmo valor ou até mais em outro item; o problema é, realmente, o preço do livro ou as prioridades destas pessoas? Livros são caros, mas e as bibliotecas públicas, por exemplo? Por que não frequentá-las? Temos também os sebos, as bibliotecas escolares…
Falando em escola, esta, juntamente com as famílias, tem papel fundamental na formação de leitores, já que é nela em que as crianças são alfabetizadas e passam mais de dez anos de suas vidas. Os professores são leitores? A obrigatoriedade das leituras é positiva? Como escola, aliada aos pais, podem incentivar, motivar e influência que crianças e jovens tornem-se leitores proficientes? Projetos que busquem responder a esta pergunta são, certamente, ótimas opções para uma proposta de intervenção social.
O candidato pode basear todo o seu texto na diferença que a leitura pode fazer na vida das pessoas, socialmente e profissionalmente, já que ler não é importante apenas na escola, mas sim para toda a vida, já que lemos todos os dias, em todos os lugares, em inúmeras situações. Ler e escrever vão além do vestibular e do ENEM; na faculdade vocês, leitores, terão de ler, e muito, e terão de aprender a ler gêneros não lidos antes por vocês (artigos acadêmicos, resenhas, dissertações de mestrado, teses, relatórios etc), ou seja, estamos sempre aprendendo a ler e a escrever.
Na próxima semana, analisaremos o tema da redação do ENEM 2007: O desafio de se conviver com a diferença. 
Vocês podem acessar a prova em 
Boa semana e bons estudos!


*CAMILA DALLA POZZA PEREIRA é graduada em Letras/Português pela UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas/SP – Atua na área de Educação exercendo funções relativas ao ensino de Língua Portuguesa, Literatura e Redação. Foi corretora de redação na 1ª fase e de Língua Portuguesa na 2ª fase do vestibular 2013 da UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas/SP. Participou de avaliações e produções de diversos materiais didáticos, inclusive prestando serviço ao Ministério da Educação.
**Camila também é colunista semanal sobre redação do infoEnem. Um orgulho para nosso portal e um presente para nossos leitores! Suas publicações serão sempre às quintas-feiras, não percam!

Fonte:   http://www.infoenem.com.br/analise-de-tema-de-redacao-enem-2006/


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