sábado, 5 de novembro de 2016

O LIVRO NÃO NASCE LIVRO, TORNA-SE LIVRO

O texto em questão me fez retornar às minhas aulas da Escola de Biblioteconomia em São Carlos, no início da década de 1970.   Estudávamos as cinco leis da biblioteconomia e elas me são familiares ao ponto de colocá-las em prática, primeiro em minha vida, mesmo antes da formação, depois na prática bibliotecária. 

Quanto a frase realmente o livro é um objeto qualquer em qualquer lugar. Entretanto, torna-se livro a partir do momento em que o possuamos, o entendamos, o estudamos, o trazemos para junto de nós. Livros que podem nos livrar da solidão, da ignorância - livros que nos tornam livros.

Assim é que amei o texto e o compartilho neste espaço.

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O título deste post é uma paráfrase da frase de Simone de Beauvoir que tornou-se popular no ano passado por ter sido objeto de uma questão do ENEM. A inspiração para o texto, no entanto, veio do artigo “The Philosophy of Language and Knowledge Organization in the 1930s: Pragmatics of Wittgenstein and Ranganathan”, de Gustavo Silva Saldanha, pesquisador do IBICT e professor da UNIRIO.

Especialmente o tópico “5.0 The books are not for use; the books are the use itself: Ranganathan and Wittgenstein, language
and knowledge in 1930s” chamou a atenção pelo fato de levantar um conceito interessante relacionado com a Segunda Lei de Ranganathan, que até então desconhecia: digvijaya. A Segunda Lei, “Para cada leitor seu livro” (ou qualquer outra variação similar que seja detectada em outros escritos), é apresentada por Ranganathan como uma espécie de advocacy proposta nos dias atuais. Ela também traz consigo a noção de uso. Sob o ponto de vista do bibliotecário indiano, essa noção está fortemente relacionada à Primeira Lei “Os livros são escritos para serem lidos”, pois considera que o conteúdo de um livro só pode ser explorado e seus significados são elaborados a partir do momento em que é usado.
Por isso, essa ideia do Ranganathan inspirou o título deste pequeno texto. É interessante pensar em dois aspectos:
1) a defesa pelas bibliotecas é muito mais antiga do que supõe o conceito de advocacy. Já vem desde os tempos de Ranganathan que revolucionou o pensamento biblioteconômico ao propor suas cinco leis:
  1. Os livros são escritos para serem lidos
  2. Todo leitor tem seu livro
  3. Todo livro tem seu leitor
  4. Poupe o tempo do leitor
  5. Uma biblioteca é um organismo em crescimento
2) o encontro da informação com seu leitor realmente é interessante, pois é quando há um (re)processamento, uma (re)significação do conteúdo pelo leitor, de forma que novas informações sejam criadas a partir das experiências prévias do leitor, alimentando, assim, o ciclo da informação.

REFERÊNCIAS
SALDANHA, G. S. The Philosophy of Language and Knowledge Organization in the 1930s: Pragmatics of Wittgenstein and Ranganathan. Knowledge Organization, v. 41, n. 4, p. 296-303, 2014.
RANGANATHAN, S. R. As Cinco leis da Biblioteconomia. Brasília: Briquet de Lemos, 2009.

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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

EDITORAÇÃO CIENTÍFICA E O BIBLIOTECÁRIO

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Bibliotecário profissão que:

não tem passado, 
não tem presente, 
não tem futuro...

Bibliotecário profissão que apenas:

é o passado, 
é o presente, 
é o futuro...


Inajá Martins de Almeida

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O universo do Bibliotecário não se esgota. Vai além das bibliotecas, da organização, seleção de títulos.

Inspirador o texto



A editoração científica configura-se como um conjunto de processos e atividades multidisciplinares no âmbito da comunicação científica, em que profissionais de diferentes áreas estão envolvidos, entre eles, o bibliotecário.
Inicialmente, ao pensarmos na atuação do bibliotecário em equipes editoriais, a normalização de documentos é, dentre as atividades possíveis, a mais comumente relacionada à figura do bibliotecário. No entanto, com as profundas alterações ocorridas no campo editorial nas últimas décadas, sobretudo, promovidas pelas novas tecnologias,
ampliaram-se a inserção e escopo de atuação do bibliotecário, dada sua formação diversificada e multifacetada. continue ... http://portaldobibliotecario.com/2016/10/03/atuacao-do-bibliotecario-na-editoracao-cientifica/




sexta-feira, 28 de agosto de 2015

BIBLIOTECÁRIO HÁ QUE SER UM INTELECTUAL...

“Defendo que todo bibliotecário é, fundamentalmente, um intelectual, 
ou seja, como disse Foucault, um sujeito que tem por papel 
‘mudar algo no espírito das pessoas’. 
Um bibliotecário letárgico é, portanto, um engodo, 
um desserviço à sociedade”, afirma Santos.

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Barrado na escola por uniforme velho, vendedor de cocadas faz 5 faculdades

Ele era criticado por não ter mochila, usar tênis gasto e ser filho de pedreiro.
Hoje bibliotecário da Câmara, homem tem livro indicado ao
Prêmio Jabuti.


Raquel MoraisDo G1 DF

O brasiliense Cristian Santos não tem dúvidas de que a paixão pela leitura o permitiu mudar de vida. Vendedor de cocadas na infância e na adolescência para ajudar os pais, ele chegou a ser impedido de assistir aulas em uma escola pública por não ter condições de comprar um uniforme novo. O jovem se refugiava das críticas dos colegas na biblioteca, onde encontrou livros que o ajudaram a ingressar na universidade e conquistar cinco graduações.


Aos 19 anos, o garoto conseguiu estágio e passou a ganhar R$ 250 por mês. O dinheiro foi usado em um cursinho preparatório para o cargo de técnico judiciário. Aprovado, ele deixou de vender cocadas e passou a sustentar os pais e as cinco irmãs.

Outras formações e prêmios

Após concluir biblioteconomia, Santos foi aprovado em primeiro lugar no concurso do Superior Tribunal de Justiça para o cargo de bibliotecário. Na mesma época ele passou a apresentar, na condição de bolsista, trabalhos científicos na Argentina, Finlândia, Noruega e Estônia. 

“Numa tarde chuvosa, fui a uma daquelas lojas de R$ 1,99 a pedido de minha mãe. Encontrei numa estante de canto 'A morte de Ivan Ilitsch'. Voltei para casa sem o escorredor de macarrão, mas na companhia de Tolstoi. A novela me feriu, e minha paixão pela literatura alcançou um nível alarmante. Acabei me graduando em língua e literatura francesas e depois em tradução. Nesse período, estudei por três meses na Universidade Laval, Canadá, graças à hospedagem gratuita de uma família católica”, diz.

O homem fez ainda filosofia e teologia, além de mestrado em ciência da informação – a dissertação foi premiada em um concurso na Argentina. Ele chegou a ser admitido para o curso anual da Scuola Vaticana di Paleografia, mas não pôde fazer porque não foi liberado pela direção do STJ.

Depois, o ex-vendedor de cocadas fez doutorado em literatura e práticas sociais. Os estudos o levaram a se aprofundar na obra de Michel Foucault e o estimularam a se preocupar em ser mais humanista e culto.

“Defendo que todo bibliotecário é, fundamentalmente, um intelectual, ou seja, como disse Foucault, um sujeito que tem por papel ‘mudar algo no espírito das pessoas’. Um bibliotecário letárgico é, portanto, um engodo, um desserviço à sociedade”, afirma Santos.

A tese dele virou livro e aborda a representação de padres e beatas na literatura. “Na obra, discuto as razões pelas quais a literatura do país representa os personagens religiosos de forma caricata, sempre associados ao atraso moral e econômico. ‘Devotos e Devassos’ acaba de ser indicado para o Prêmio Jabuti em duas categorias: melhor crítica literária e melhor capa.” leia a matéria em sua íntegra



terça-feira, 14 de abril de 2015

BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO

Interessante artigo compartilhado neste blog. 


Define-se Biblioteconomia, no seu sentido restrito, como a área que realiza a organização, gestão e disponibilização de acervos de bibliotecas, e a Bibliografia como a atividade de geração de produtos que indicam os conteúdos dos documentos, independente dos espaços institucionais em que estes se encontrem.



A Ciência da Informação tem suas raízes na bifurcação da Documentação/Bibliografia e da Recuperação da Informação (Information Retrieval). É uma ciência social cujo objeto é a informação, tendo início no campo da informação científica e tecnológica, passando a atuar também com a informação para fins educacionais, sociais e culturais. Apresenta interfaces com a Biblioteconomia, Ciência da Computação, Ciência Cognitiva, Sociologia da Ciência e Comunicação, entre outras áreas.
Outras abordagens sobre a constituição da Ciência da Informação incluem ainda áreas do conhecimento como a Administração, que busca fornecer formas otimizadas para a operação do fluxo da informação registrada, e a Editoração, na produção de documentos impressos e eletrônicos. Também podem ser citadas a Lingüística, Lógica, Psicologia, Estatística e Economia.
Considera-se que a Biblioteconomia deu origem à Bibliografia, que fundamentou a Documentação, que por sua vez, forneceu insumos à constituição da Ciência da Informação, também nomeada Informatologia. A Ciência da Informação é entendida como a preocupação com a unidade fundamental do saber, através de estudos interdisciplinares e de métodos como o estrutural. Engloba o conjunto das disciplinas voltadas para a produção, comunicação e consumo da informação que, chamadas por isso de ciências da informação, passaram a ser consideradas como uma só ciência da informação.
Dentre as abordagens mais consistentes sobre Ciência da Informação está a de Saracevic. Teórico de produção relevante no campo da Comunicação, considera o objeto da Ciência da Informação como o comportamento, as propriedades e os efeitos da informação em todas as suas facetas, tanto quanto os vários processos da comunicação que afetam e são afetados pelo homem. A Ciência da Informação estuda: (1) a dinâmica e a estática do conhecimento, ou seja, suas fontes, organização, criação, dispersão, distribuição, utilização, expressão bibliográfica e obsolescência; (2) os aspectos comunicacionais relacionados ao homem enquanto produtor e usuário de informação; (3) os problemas da representação simbólica da informação como na classificação e indexação; e, por extensão, (4) o funcionamento de sistemas de informação como as bibliotecas e os serviços de armazenagem, recuperação e processamento de dados (Saracevic citado por Enciclopédia Mirador Internacional, 1994, p. 6115).
Conclui-se que a Biblioteconomia, a Documentação e a Ciência da Informação são áreas que se relacionam conceitual e historicamente.
A Biblioteconomia tem origem efetiva na atividade de preservação das unidades do conhecimento registrado, alterando-se com o tempo por meio da democratização do acesso à educação e à cultura em atividade de gestão de serviços de biblioteca, porém sem constituir área cientificamente fundamentada no seu todo. É marcada pela intensa disseminação de seus equipamentos físicos, as bibliotecas, muitas das quais estabeleceram redes cooperativas de catalogação, cujos laços são essencialmente produtivos e formais, mas não estabelecidos com base na informação e seu contexto de produção e uso.
A Documentação, uma dissidência da anterior mas também componente dela, caracteriza-se pelo tratamento do conteúdo dos documentos, pela diversidade dos tipos de registros de informação com que trabalha e pelo uso otimizado das inovações tecnológicas em seus processos. Mesmo que críticas possam ser feitas, por exemplo, à limitada perspectiva comunicacional efetivada pelos antigos centros de documentação, seus preceitos baseiam-se na contextualização institucional e de público como critérios para a definição dos processos e serviços. Desenvolveu técnicas mais amplamente aplicáveis e atingiu significativo grau de sistematização de seus princípios e modelos. Deu insumo à Ciência da Informação que, entendida como ciência pós-moderna, portanto interdisciplinar e sem vinculação a paradigma único, reflete a mudança instaurada no século XX pela comunicação, pela tecnologia eletrônica e pelos fluxos de informação.
Finalmente, sendo a Biblioteconomia, a atividade mais antiga de organização de documentos, encontra na Ciência da Informação a possibilidade de construção de referenciais teóricos e de conquista de status científico, enquanto esta encontra naquela parte da história e das práticas que compõem aquilo que vem elaborando a partir de diversas disciplinas e aplicações. Já a Documentação, considerada em separado da Biblioteconomia, desenvolveu princípios e técnicas voltadas à organização e recuperação da informação, independente dos suportes e tipos documentais e com base nos contextos de aplicação e tipos de informação. Neste sentido, os princípios documentários permitem à Biblioteconomia maior abstração e adequação na elaboração de seus processos e serviços, e fornecem à Ciência da Informação insumos para uma construção científica sólida, ao conduzir a um foco ou núcleo de referência para a alocação integrada das demais disciplinas e aplicações.
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http://portaldobibliotecario.com/2015/04/14/relacoes-historicas-entre-biblioteconomia-documentacao/

sexta-feira, 3 de abril de 2015

ÁLBUM DE ARARAQUARA 1948


UM ACRÓSTICO A ARARAQUARA







Altiva, a natureza a colocara
Risonha, feliz, cheia de luz
A encantadora Araraquara...
Rapsódia que encanta que seduz!
A ti se curva tradições gloriosas,
Quimeras de luzes cor de rosas
Ungida o teu porte de beleza!...
A ti, todos são gratos - te confesso -,
Rezando sempre teu progresso
Araraquara... Misteriosa Princesa! 

Nelson Martins de Almeida
                                                                                         clique sobre a imagem 



A elaboração de um trabalho dessa natureza, geralmente denominado “álbum” ou “almanaque”, que era muito comum no passado ( muito embora Araraquara só tenha editado dois, este e aquele de 1.915) objetivava traçar um retrato do momento de sua edição, no que diz respeito às autoridades constituídas, vida política, produção rural, comercial e industrial. Era comum também reviver a história, publicar crônicas, poemas, acrósticos, refletindo a evolução cultural. Este álbum de 1.948 não foge à regra e, assim, apresenta um quadro bastante completo e favorável dessa Araraquara de meados do século XX. 

AUTOR: Nelson Martins de Almeida , redator-produtor do “Álbum de Araraquara”, edição de 1.948, nasceu a 19 de março de 1918, em Araras-SP, na Fazenda Campo Alto, sendo criado em S.Paulo, onde estudou comércio, publicidade, taquigrafia e jornalismo. Aos 19 anos, prestou serviço militar na Aeronáutica, no Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro, saindo em outubro de 1938. Foi taquígrafo da Associação Paulista de Medicina e trabalhou em outras empresas. Organizou e publicou várias revistas de engenharia e arquitetura. Chegou a Araraquara em julho de 1.947, com plano de estudar e escrever o histórico da cidade.


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ver: nelsonmartinsdealmeida.blogspot.com.br


sexta-feira, 27 de março de 2015

LAO TSÉ BIBLIOTECÁRIO?




Lao Tsé: “Lao” significa criança; “Tsé”, velho, maduro, sábio. Nascido na China no final do século VII a. C., diz-se que seria oficial da dinastia Zhou encarregado de compilar documentos históricos.
Outras fontes relatam que ele teria sido contemporâneo de Confúcio considerado outro grande mestre da filosofia chinesa. E os dois teriam se encontrado quando Lao Tsé trabalhava como arquivista, ou compilador de documentos, na Biblioteca Imperial da dinastia Zhou. De acordo com essas histórias, eles discutiram durante meses e Lao Tsé teria influenciado o pensamento confucionista.
Diante do deterioramento da situação pública chinesa, a perda de poder da dinastia Zhou, Lao Tsé decidiu retirar-se da China cavalgando um búfalo preto e, no desfiladeiro Han Gu, o guarda da fronteira desejou que aquele sábio não saísse da China sem antes deixar algo escrito: até então, eles eram divulgados apenas com a palavra falada. Naquela ocasião, Lao Tsé teria escrito o Tao-te King, cujo título é traduzido por “O livro do caminho e da virtude” ou “Livro clássico do sentido e da vida”. Depois disso, Lao Tsé teria ido em direção ao oeste e não voltou a ser registrada a sua aparição.
Tao-te King, é considerada a obra basilar da filosofia taoísta, e um dos livros mais traduzidos, juntamente com a bíblia. O taoísmo clássico inspirou um movimento intelectual chamado xuanxue (aprendendo com o misterioso), que dominou a elite chinesa e a alta cultura dos séculos 3 ao 6 de nossa era. Dessa forma, Lao Tsé influenciou não apenas o pensamento filosófico, mas a literatura, a caligrafia, a pintura, a música chinesas.

A imagem de Lao Tsé, foi retirada da coluna Ser e Ter da revistaPerformance Líder e trata-se de um recorte da obra de E. Montariello, exposto na Biblioteca Humanitas – na qual também sou bibliotecária!
Fonte: 

  • https://www.facebook.com/biblioteconomia?fref=ts - Bibliotecários sem Fronteiras - Facebook 


  • http://bsf.org.br/2015/03/25/lao-tse-bibliotecario/ - 



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Captura de imagens, montagem e inserção neste Blog 
por Inajá Martins de Almeida em 27/03/2015 

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terça-feira, 17 de março de 2015

INEZITA BARROSO A BIBLIOTECÁRIA MAIS FAMOSA DO BRASIL



by Eduardo 

A bibliotecária, cantora, atriz e instrumentista Inezita Barroso faleceu no dia 9/3/15, vítima de insuficiência respiratória aguda.
Reproduzo, abaixo, o texto da Wikipedia da bibliotecária mais famosa do Brasil que com certeza, graças à Biblioteconomia, pode catalogar, reunir e servir de memória à música de raiz. Belíssimo exemplo da função social do bibliotecário!

Nascida numa família abastada7 e apaixonada pela cultura e, principalmente, pela música brasileira, Inezita começou a cantar e tocar violão e viola desde pequena, com sete anos. Estudiosa, matriculou-se no conservatório e aprendeu piano

Foi aluna da primeira turma da graduação em Biblioteconomia da Universidade de São Paulo (USP)4 , formando-se antes de se tornar cantora profissional8 .

https://mundobibliotecario.wordpress.com/2015/03/10/nota-de-falecimento-bibliotecaria-inezita-barroso/

sábado, 16 de agosto de 2014

O PODER DE TRANSFORMAÇÃO ATRAVÉS DA LEITURA

Em 2006, quando então coordenadora do projeto Biblioteca dentro da Secretaria da Cultura de Ribeirão Preto, veio-me a lume o ensejo de escrever um texto sobre o Ato de Ler.

Explorado por Paulo Freire, a ele quis dedicar o título, sabedora, entretanto outros tantos não menos significativos.

Assim, inicio de uma forma que a mim pareceu inusitada:

"Dê-me uma meada de lã e eu teço um agasalho"
- Digo isso pois acostumara-me às lãs; família de artesã a qual me encaminhara os passos.

"Dê-me uma palavra e eu formulo uma frase"  
- As linhas não tardariam a me envolver. A "Caminho Suave" levava-me às letras, numa jornada entre sonhos e realizações. Encantavam-me as palavras. Compor frases logo viriam deleitar minha infância que já se me abria leque ao gosto pela leitura e escrita.

"Dê-me uma frase e eu escrevo um texto"
- As frases, cuidadosamente selecionadas, ornamentavam diários e cadernos. Assim, decorridos os anos, não fora complicado a composição de textos. Era a leitura que impunha desejo ardente de transmissão da informação. Questões abrangentes. Críticas embasadas em leituras inúmeras. Textos disseminados através da "galáxia internet". Agora a informação se apresentava em tempo real. Ademais, para o que se propunha o texto - uma análise simples sobre o ato de ler.

"Dê-me um texto e eu componho um livro"
- Assim,  esta última frase ainda está por se concretizar, muito embora, textos inúmeros já estejam aptos à editoração.

Sim. O texto fora composto. Incentivado pelo professor Jayme Pinski a que se editasse através do site Amigos do Livro, ideia prontamente acatada em maio de 2006 [acesse]. Em agosto do mesmo ano o texto é encontrado pela equipe Cesgranrio, responsável pela confeccção das provas ENEM, quando o torna conhecido através de grande parte de jovens pré vestibulandos.


Assim, fora o texto indicado como motivo para a dissertação daquele ano. 

Posteriormente a Revista Leitura - ALBS - NE (Associação Internacional de Leitura Conselho Brasil Sul - Regional do noroeste do Estado do Rio Grande do Sul) - Editora UNIJUI, por intermédio de sua presidente [ maio  2007 ] Adriana Kemp Maas, editora o texto em tela, encaminhando ofício sobre a publicação na revista, após tramitações positivas e grata aceitação por parte da autora.



Decorridos os anos, outros tantos textos são compostos e incorporados aos sites hospedeiros. Visualizados podem ser encontrados e incorporados a trabalhos inúmeros, os quais gradativamente resgatados pela autora, que sente nessa modalidade de pesquisa o prazer de ser perceber influenciando através da leitura e da escrita.

Esse é o papel central da leitura: - transformar. Ainda que em pequena escala, percebe-se a satisfação da criação do texto motivador, inspirador, disseminador.


I - REFERÊNCIAS


1) CURSOS ACADÊMICOS

1.1) MESTRADO

1.1.1- Ana Claudia Ramos



Torna-se imprescindível criar o hábito da leitura, uma vez que esta, hoje, pode ser vista como artigo de primeira necessidade, [...], é mister que cada indivíduo desperte dentro de si o interesse em auto instruir-se, para descobrir a força da palavra.
           Inajá Martins de Almeida


FONTE: acesse












1.2 - MONOGRAFIA

1.2.1- Mayara Cristóvão da Silva





FOTE: acesse


2) LIVROS /  APOSTILAS / MANUAIS / CADERNOS

2.1 LIVRO  "Tempos modernos, tempos de sociologia", faz menção ao poder transformador da leitura e retomam a indicação do ENEM 2006, quando o texto é colocado a público vários





2.2 - APOSTILA  


FONTE - acesse


2.3 - MANUAL REDAÇÃO

2.3.1 - Redação - EJA - Fundação Bradesco



FONTE: acesse

2.3.2 - Curso de Redação profª Sonia Targa



FONTE: acesse


3- REVISTAS ESPECIALIZADAS



"Contabilizam-se as perdas, pois ao que parece, são elas que mais contribuem para novos ganhos".
    Inajá Martins de Almeida

FONTE: acesse













4) SEMINÁRIOS

4.1 - XVI SEMINÁRIO DE PESQUISA DO CCSA ISSN 1808 - 6381

FORMAÇÃO DO LEITOR NA PERSPECTIVA DE UMA BIBLIOTECA ESCOLAR IDEAL


"O que é então o ato de ler senão tomar posse do  texto, do livro. Livro que nos fala por meio das palavras. Palavras que vão tomando forma e cor, aos olhos atentos do leitor. Palavras que podem descobrir as vozes dos enredos, as cenas que desfilam através das entrelinhas do texto".


Inajá Martins de Almeida





 FONTE: acesse





5 - COMENTÁRIOS



5.1 - ANA LÚCIA SANTANA, comentários para a Revista Info Escola faz comentários sobre o tema ENEM 2006, em que figuram três textos, sendo um de Inajá Martins de Almeida


Por Ana Lúcia Santana

Sem dúvida não há melhor estímulo à leitura do que transformar o ato de ler em protagonista de uma redação do Enem. Não há algo mais mágico e motivador do que um livro; e isso fica claro no fragmento extraído do site www.amigosdolivro.com.br. É uma iniciativa muito positiva revelar esta face da leitura, não como algo obrigatório que garantirá notas ou pontos, mas sim enquanto um universo fantástico no qual o leitor mergulha e se transporta para outros mundos.
Porém os examinadores não se limitam a focar na questão da leitura; eles pedem que os alunos reflitam sobre o poder transformador de um livro. No artigo O Ato de Ler, de Inajá Martins de Almeida, fica claro que nossa leitura do mundo passa necessariamente pelo domínio da palavra. A autora enfatiza que não há como desvincular um elemento do outro.
Desde cedo, mesmo quando não sabemos ainda ler palavras, somos capazes de ler o mundo, por meio de ícones visuais e sonoros. Portanto, o ato de ler está sempre presente em nossas vidas. E essa ação, incluindo a interação entre o real e o imaginário, torna o ser mais rico em conhecimentos, valores e experiências.
Deste ponto de vista, é possível comparar a vida sem os tesouros e universos mágicos que a leitura nos traz, com essa possibilidade de viajar por outras dimensões, só com o mergulho nas páginas de um livro. E também leva o estudante a pensar sobre o quanto essas jornadas por universos fantásticos podem transformar o leitor e lhe dar recursos para modificar o mundo a sua volta.
A inclusão do testemunho do escritor Moacyr Scliar, em uma entrevista à Revista TAM Magazine, prova que, independente das condições financeiras de uma pessoa ou até de uma família, ela é capaz de transcender esse contexto e, mesmo assim, ter acesso à leitura. É tocante a passagem na qual ele conta que em sua casa muitas vezes não tinham os móveis e as roupas necessárias, mas nunca faltava um livro. Sua conclusão é brilhante: um escritor é, acima de tudo, um leitor.
Mas nem todo leitor precisa ser um escritor. As pessoas leem para aprimorar sua capacidade intelectual, se desenvolver emocional e espiritualmente, obter maiores conhecimentos, desbravar outras dimensões da existência. E pelo prazer de viajar por terras desconhecidas e por realidades com as quais jamais teria contato se não fosse a mediação do livro. Portanto, ler é igualmente um ato mediador, uma ponte entre a realidade e a imaginação, entre o leitor e o mundo.
Concluindo, o tema desta redação é realmente uma iniciativa brilhante. A escolha dos textos é muito sensata e oportuna. Mas o estudante deve ler atentamente os enunciados, extrair deles o essencial e não se tornar prisioneiro destes subsídios oferecidos pelos examinadores. O mais importante é ele tecer sua própria reflexão, a partir das vivências pessoais e de sua experiência com a leitura.



Fonte :  http://www.infoescola.com/redacao/proposta-de-redacao-do-enem-2006-comentada/


5.2 - CAMILA DALLA POZZA PEREIRA comentários para o ENEM

Olá, leitores!
Dando continuidade à série de publicações acerca das propostas de redação dos ENEMs anteriores, hoje analisaremos o tema da prova de produção textual do ENEM 2006: O poder de transformação da leitura. Trata-se de um tema de cunho educacional e, assim, também social, pois sabemos que, infelizmente, a questão da educação brasileira é complexa, pois enfrenta vários desafios, inúmeras ordens e a leitura tem um papel muito importante neste cenário, já que através dela e da escrita nos alfabetizamos e nos tornamos cidadãos protagonistas e autônomos.
Este tema afirma que a leitura é transformadora, que possui o poder de mudar pessoas e, consequentemente, comunidades, organizações e até países e é este caminho que o candidato deveria tomar ao redigir seu texto.
A proposta colocava-se do seguinte modo:




Todos os três textos motivadores da coletânea da proposta de redação do ENEM 2006 abordam o que a leitura é capaz de fazer em nós, leitores e em nossas vidas. O primeiro texto, de autoria de Inajá Martins de Almeida, fala a respeito da mudança de olhar que a leitura proporciona àquele que aprender a ler por meio de sua influência, já que tudo o que lemos possui significado (o signo é ideológico, portanto, nada é neutro) e isso estará presente, conscientemente ou não, ao longo de todas as nossas vidas. A autora também afirma que a leitura é uma necessidade humana porque somos curiosos, queremos desvendar mistérios, queremos questionar e que somos leitores antes mesmo de aprendermos a ler, pois desde crianças aprendemos a ler olhares, gestos, sons, imagens etc.
O segundo texto, um depoimento biográfico do escritor falecido em 2011 Moacyr Scliar, fala da importância e da prioridade necessária à leitura na infância e no convívio familiar contando que, em sua casa, faltavam móveis e roupas, mas nunca faltavam livros e, assim, corrobora a importância da influência e da motivação dos pais na leitura de seus filhos, o quanto é fundamental a família proporcionar à criança momentos de iniciação à leitura, mesmo que esta ainda não saiba ler. E, realmente, os exemplos vindos de pais, de irmãos mais velhos, primos, tios, amigos etc são imprescindíveis para que a criança assimile, desde pequena, o quanto a leitura é importante. Não adianta cobrar que seu filho leia se você não lê e aqui não nos referimos apenas aos livros, mas também a jornais, revistas de todos os tipos e tantos outros meios.
O terceiro e último texto aborda o quanto a leitura pode nos fazer viajar através da nossa imaginação, já que nos mostra universos diferentes, as mais variadas histórias, os mais diversos personagens, com seus segredos e fantasias. Este texto trata, mais especificamente, dos livros de ficção, biográficos, ou seja, com histórias mais voltadas ao entretenimento e afirma que, por poucos reais, podemos nos transportar para estes universos e sairmos mais ricos do que entramos e esta questão do preço do livro, no Brasil, pode ser uma brecha para a elaboração da proposta de intervenção social, já que todos sabemos que há uma incidência muito grande de impostos nos valores dos livros vendidos aqui, o que os encarece e, assim, dificulta o acesso, principalmente da camada mais pobre da população, a eles.
Mas, além do preço, podemos discutir outras questões acerca da leitura no nosso país, já que sabe-se que o brasileiro lê pouco em comparação aos leitores de outros países. O brasileiro não possui muito o hábito de ler e isto deve ser transformado através da própria leitura, antes mesmo ou ao mesmo tempo do governo diminuir a taxação de livros no Brasil. Há pessoas que reclamam que livros são caros, mas não se importam de pagar o mesmo valor ou até mais em outro item; o problema é, realmente, o preço do livro ou as prioridades destas pessoas? Livros são caros, mas e as bibliotecas públicas, por exemplo? Por que não frequentá-las? Temos também os sebos, as bibliotecas escolares…
Falando em escola, esta, juntamente com as famílias, tem papel fundamental na formação de leitores, já que é nela em que as crianças são alfabetizadas e passam mais de dez anos de suas vidas. Os professores são leitores? A obrigatoriedade das leituras é positiva? Como escola, aliada aos pais, podem incentivar, motivar e influência que crianças e jovens tornem-se leitores proficientes? Projetos que busquem responder a esta pergunta são, certamente, ótimas opções para uma proposta de intervenção social.
O candidato pode basear todo o seu texto na diferença que a leitura pode fazer na vida das pessoas, socialmente e profissionalmente, já que ler não é importante apenas na escola, mas sim para toda a vida, já que lemos todos os dias, em todos os lugares, em inúmeras situações. Ler e escrever vão além do vestibular e do ENEM; na faculdade vocês, leitores, terão de ler, e muito, e terão de aprender a ler gêneros não lidos antes por vocês (artigos acadêmicos, resenhas, dissertações de mestrado, teses, relatórios etc), ou seja, estamos sempre aprendendo a ler e a escrever.
Na próxima semana, analisaremos o tema da redação do ENEM 2007: O desafio de se conviver com a diferença. 
Vocês podem acessar a prova em 
Boa semana e bons estudos!


*CAMILA DALLA POZZA PEREIRA é graduada em Letras/Português pela UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas/SP – Atua na área de Educação exercendo funções relativas ao ensino de Língua Portuguesa, Literatura e Redação. Foi corretora de redação na 1ª fase e de Língua Portuguesa na 2ª fase do vestibular 2013 da UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas/SP. Participou de avaliações e produções de diversos materiais didáticos, inclusive prestando serviço ao Ministério da Educação.
**Camila também é colunista semanal sobre redação do infoEnem. Um orgulho para nosso portal e um presente para nossos leitores! Suas publicações serão sempre às quintas-feiras, não percam!

Fonte:   http://www.infoenem.com.br/analise-de-tema-de-redacao-enem-2006/


terça-feira, 24 de junho de 2014

EDSON NERY DA FONSECA

Bibliotecário e professor universitário, especialista na obra de Gilberto Freyre, deixa o cenário da Biblioteconomia aos 92 anos.

TRAJETÓRIA
Edson Nery da Fonseca ingressou na Faculdade de Direito do Recife, mas interrompeu o curso para servir o Exército. Somente alguns anos depois, em 1946, se formaria no curso fundamental de biblioteconomia oferecido pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Ainda na década de 1940, atuou como jornalista literário no Diario de Pernambuco.
Posteriormente, participou da fundação da Universidade de Brasília e de vários cursos de graduação e pós-graduação em biblioteconomia, inclusive no Recife. Aqui ele instalou o primeiro curso de biblioteconomia do Nordeste. Em outros estados, atuou na organização de acervos de inúmeras instituições.

http://mundobibliotecario.wordpress.com/2014/06/23/morre-em-olinda-o-pesquisador-edson-nery-da-fonseca/

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DOS BIBLIOTECÁRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO - APBESP


Encontrei a matéria no Facebook e agora compartilho. 
Muito interessante. Precisamos realmente resgatar histórias. Fazemos parte dela. Quantas as temos. Quantas necessitamos. Obrigada colega e amigo bibliotecário.
 

por Oswaldo F.Almeida Junior


No dia 11 de novembro de 1979 fundávamos o pré-sindicato de Bibliotecários do Estado de São Paulo. 

Período de ditadura, exigia-se que se criasse uma Associação Profissional (na verdade um pré-sindicato) para, depois de atendidos inúmeros itens, que se outorga-se a carta sindical. 

Durante quase um ano tentamos – e conseguimos – mobilizar os bibliotecários paulistas, em especial os paulistanos, nesse objetivo. 

Em uma manhã chuvosa de domingo, reunimos mais de 100 bibliotecários em uma das salas do Teatro Ruth Escobar. 

Saímos de lá com uma comissão montada e em 11 de novembro criamos a APBESP – Associação Profissional dos Bibliotecários do Estado de São Paulo. 

Fui indicado para presidir a comissão inicial e, depois, como presidente da primeira diretoria da Associação. 

Os documentos que enviávamos para a DRT – Delegacia Regional do Trabalho – de São Paulo eram quase sempre devolvidos com indicações de erros ou com mais exigências. 

Lembro que conseguimos assinaturas de adesão de vários bibliotecários do interior (necessário para que a abrangência do futuro sindicato fosse estadual), mas a DRT sempre alegava que o número não era suficiente. Só em 1985 foi possível conseguir a carta sindical e fundar o SINBIESP. 

Pena que a área pouco se preocupa com sua história ou com preservar a memória do que ocorreu. Até mesmo o SINBIESP, em seu site, esquece a luta que muitos bibliotecários tiveram para criar o primeiro sindicato do Brasil.


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